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Ano começa com exportação recorde de glicerina

Mais de 62,6 mil toneladas do coproduto foram embarcadas nos portos brasileiros ao longo do mês de janeiro

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O ano de 2024 já começou com um recorde para o setor de biodiesel: em janeiro os exportadores brasileiros embarcaram mais de 62,6 milhares de toneladas de glicerina – principal coproduto da indústria. Esse é o maior volume mensal já registrando num histórico que cobre os últimos 28 anos. Foi o segundo mês consecutivo de recorde. Em dezembro, as exportações haviam se aproximada de 56,7 mil toneladas.

As exportações brasileiras de glicerina vêm se acelerando desde abril do ano passado quando o patamar de mistura de biodiesel avançou de 10% para 12% elevando a oferta do produto – no processo produtivo do biodiesel cerca de 10% de toda a matéria-prima consumida acaba convertida em glicerina. Foi o que levou o Brasil a bater seu recorde de exportações no ano passado, com mais de 566,5 mil toneladas embarcadas.

O aumento nas vendas foi puxado pela China. Maior comprador da glicerina brasileira, o país asiático demandou 53,7 mil toneladas do produto o que equivale a 85,8% do total.

O ano de 2024 já começou com um recorde para o setor de biodiesel: em janeiro os exportadores brasileiros embarcaram mais de 62,6 milhares de toneladas de glicerina – principal coproduto da indústria. Esse é o maior volume mensal já registrando num histórico que cobre os últimos 28 anos. Foi o segundo mês consecutivo de recorde. Em dezembro, as exportações haviam se aproximada de 56,7 mil toneladas.

As exportações brasileiras de glicerina vêm se acelerando desde abril do ano passado quando o patamar de mistura de biodiesel avançou de 10% para 12% elevando a oferta do produto – no processo produtivo do biodiesel cerca de 10% de toda a matéria-prima consumida acaba convertida em glicerina. Foi o que levou o Brasil a bater seu recorde de exportações no ano passado, com mais de 566,5 mil toneladas embarcadas.

O aumento nas vendas foi puxado pela China. Maior comprador da glicerina brasileira, o país asiático demandou 53,7 mil toneladas do produto o que equivale a 85,8% do total.

No ano passado, a demanda chinesa representou 80,4% do total exportado.

Produto destilado

O aumento nas vendas externas, contudo, não está sendo sentido da mesma forma no segmento da glicerina destilada – com maior valor agregado. No primeiro mês do ano janeiro, os embarques do produto ficaram abaixo de 8,5 mil toneladas. É uma fatia de 13,5% do total.

Embora o percentual tenha melhorado – um pouco – em relação á dezembro quando a glicerina destilada representou 12,5% das exportações, a participação do produto está bem abaixo daquela que tinha alguns anos atrás. Entre 2020, por exemplo, a glicerina destilada beirou 31% de participação no volume das exportações brasileiras totais.

Mas não é só em termos percentuais que a glicerina destilada perdeu espaço. Também em 2020, a média mensal de exportações do produto chegaram a 12,2 mil toneladas – cerca de um terço maior do registrado no último mês.

Faturamento

Apesar dos volumes recordes, as receitas geradas ficaram mais modestas. Em janeiro, os ganhos foram de US$ 15,6 milhões – aproximadamente R$ 76,6 milhões.

Embora esteja bem distante dos níveis de faturamento que o mercado conseguia entre os anos de 2021 e 2022, os ganhos avançaram em relação à janeiro de 2013, quando o faturamento, em dólares, ficava um pouco abaixo de US$ 12 milhões.

O principal motivo são os preços do produto que continuam caminhando de lado desde o começo de 2023.

Em janeiro, os compradores internacionais pagaram em média US$ 501,00 por cada tonelada de glicerina destilada, enquanto a glicerina bruta custou US$ 209,54. Os dois produtos caminharam em sentidos opostos – valorização de 5,2% para a destilada e queda de 5,4% para o produto em estado bruto.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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