Acidentes

[Fotos] Bitrem carregado com biodiesel tomba no RS e polui arroio


RBS - 09 nov 2011 - 06:58 - Última atualização em: 29 fev 2012 - 12:24

Cerca de 12 mil litros de óleo vegetal do tipo B-100, utilizado para a produção de biodiesel, vazaram de um caminhão bitrem depois que o veículo tombou, na manhã de ontem, na BR-116. Técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) classificaram o produto como poluente, e a empresa responsável, Ademir Transportes, com sede em Araçatuba (SP), foi autuada.

O acidente aconteceu por volta das 9h45min, no Km 3,7, próximo à divisa com Santa Catarina, em um trecho sinuoso. Até as 21h30min de ontem o caminhão ainda não havia sido removido. O trânsito permanecia em meia pista. A previsão era de que o veículo seria retirado por volta das 23h. O trabalho de remoção do óleo terá continuidade nos próximos dias para que não haja grande dano ambiental.

O bitrem transportava 42 mil litros de um produto químico identificado como 3082 no Guia Nacional de Atendimento a Emergências com Produtos Perigosos, o que significa risco médio. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros de Vacaria, sargento Edson Bitencourt, o líquido vazou de um dos compartimentos. O outro ficou intacto. O produto escorreu por uma canaleta no acostamento da rodovia por cerca de 50 metros e atingiu um riacho que desemboca no Rio Pelotas, de acordo com Bitencourt.

Barreiras com areia impediram que o escoamento continuasse. "O produto escorreu, entrou por um bueiro, atravessou por baixo da pista e saiu no riacho" disse o sargento.

O trecho foi isolado pelos bombeiros e por policiais rodoviários federais. De acordo com Bitencourt, houve risco de explosão no momento do tombamento e na remoção do caminhão, com a possibilidade de produção de faíscas. Uma empresa foi acionada para a retirada da carga que não vazou. O caminhão era guiado por Moisés Alves, que não se feriu. A carga deixava o Estado e seria levada a São Paulo. A PRF investiga as causas do acidente.

Fepam
Segundo Cleonice Kazmirczak, bióloga da equipe da Fepam que esteve no local, o óleo vegetal é biodegradável, mas tira o oxigênio da água ao se decompor. No entanto, ela afastou a possibilidade de o líquido atingir o Rio Pelotas, que fica nas proximidades do local do acidente.

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com informações e imagens da RBS

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