Com as mudanças dos últimos dias, o setor de biodiesel passa a ter capacidade de emitir 6,86 milhões de CBios por ano
A presença do setor de biodiesel no RenovaBio passou por uma série de alterações nos últimos dias. A mudança mais relevante é a adesão da Bunge ao programa. A usina de Nova Mutum (MT) já esperava pela decisão da ANP há vários meses – o processo de certificação da empresa havia chegado à fase de consulta pública no final de fevereiro.
Os números da certificação da Bunge permitiriam que a usina emita até 31,9 mil CBios por ano. Esse número equivale à 11,6% da capacidade produtiva da planta com uma Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) de 46,4 grama de gás carbônico por megajoule gerado (gCO2eq/MJ). Ela poderá emitir um título para cada 6.502 litros de biodiesel que fabricar.
De todos os produtores de biodiesel já certificados até agora, a Bunge terá a menor capacidade de geração de títulos. Até agora, a lanterna do mercado era a Caibiense, cuja usina poderia colocar até 45,4 mil CBios por mercado por ano.
A presença do setor de biodiesel no RenovaBio passou por uma série de alterações nos últimos dias. A mudança mais relevante é a adesão da Bunge ao programa. A usina de Nova Mutum (MT) já esperava pela decisão da ANP há vários meses – o processo de certificação da empresa havia chegado à fase de consulta pública no final de fevereiro.
Os números da certificação da Bunge permitiriam que a usina emita até 31,9 mil CBios por ano. Esse número equivale à 11,6% da capacidade produtiva da planta com uma Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) de 46,4 grama de gás carbônico por megajoule gerado (gCO2eq/MJ). Ela poderá emitir um título para cada 6.502 litros de biodiesel que fabricar.
De todos os produtores de biodiesel já certificados até agora, a Bunge terá a menor capacidade de geração de títulos. Até agora, a lanterna do mercado era a Caibiense, cuja usina poderia colocar até 45,4 mil CBios por mercado por ano.
Na primeira versão de sua certificação, a Bunge pleiteava uma NEEA de 86,06 gCO2eq/MJ, nota que faria do biodiesel fabricado pela empresa quase carbono neutro. O engano foi apontado por BiodieselBR.com. No fim das contas, o valor acabou corrigido.
Alterações
Além da entrada da Bunge três usinas fizeram modificações em suas certificações: a BSBios de Passo Fundo (RS), a Cofco de Rondonópolis (MT), a Granol de Porto Nacional (TO).
A maior mudança foi na certificação da unidade de Passo Fundo, onde o percentual da produção de biodiesel que poderá ser contabilizado para lastrear a emissão de CBios subiu de 20,7% para pouco mais de 27%. Isso vai permitir que a BSBios coloque 79,5 mil CBios a mais no mercado por ano, atingindo a marca de 340,9 mil CBios por ano.
A Cofco também elevou sua fração elegível, embora de forma bastante modesta. Sua certificação original permitia considerar 31,9% da produção para a geração de CBios, o novo valor é de 32,4%. Na conta final, a empresa poderá emitir 16,3 mil CBios a mais chegando a 198,7 mil CBios.
No caso da Granol, o caminho foi o contrário. A empresa, que podia emitir CBios para 17% de sua produção de biodiesel, cortou sua fração elegível para pouco menos de 11,9%. Com isso emitirá 50,9 mil CBios a menos.
Suspensão
Além dessas três mudanças, a ANP também suspendeu a certificação da 3Tentos.
Procurada, a 3Tentos informou BiodieselBR.com que está em meio ao processo recertificação de sua usina de Ijuí (RS) atendendo a exigência legais do RenovaBio. “A 3Tentos informa que as exigências foram cumpridas e aguarda o parecer da ANP para a renovação do certificado”, disse a empresa por meio de nota encaminhada ao portal.
Até a suspensão, a 3Tentos tinha capacidade de gerar até 381,2 mil CBios por ano. Os novos números da empresa não estão disponíveis.
Somando todas as mudanças recentes, o setor passa a ter 29 fabricantes devidamente certificados e uma capacidade de emitir 6,86 milhões de CBios por ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com