Propostas foram circuladas durante uma reunião realizada na última quinta-feira
Causou mal-estar entre os representantes do setor de biodiesel o conjunto ideias de mudanças nas regras do RenovaBio que o Ministério de Minas e Energia (MME) fez circular durante uma reunião realizada nesta última quinta-feira (01). No cardápio que foi apresentado pelo governo aos presentes há uma série de medidas com o objetivo de aumentar a oferta de Créditos de Descarbonização (CBios) e a transferência das metas de descarbonização do programa – que hoje recaem sobre os distribuidores – para os fabricantes e importadores de derivados.
Embora um representante do setor que acompanhou a reunião tenha dito em off à BiodieselBR.com que não há nada de concreto e que as ideias foram apenas “ventiladas” pelo governo, outras fontes próximas ao assunto são mais explicitas que a percepção inicial é que as mudanças propostas “não são favoráveis” aos fabricantes de biocombustíveis e têm o potencial para “desestruturar o RenovaBio”.
Outros ativos
Segundo relato da reunião publicado hoje pelo Valor Econômico, a plano para elevar a oferta de CBios incluir a permissão para que seja admito o uso de créditos de carbono de outras fontes. Além disso, combustíveis sintéticos e coprocessados possam passar a emitir CBios. Esses novos combustíveis teriam, inclusive, um bônus de 20% sobre sua nota de eficiência energético-ambiental.
Causou mal-estar entre os representantes do setor de biodiesel o conjunto ideias de mudanças nas regras do RenovaBio que o Ministério de Minas e Energia (MME) fez circular durante uma reunião realizada nesta última quinta-feira (01). No cardápio que foi apresentado pelo governo aos presentes há uma série de medidas com o objetivo de aumentar a oferta de Créditos de Descarbonização (CBios) e a transferência das metas de descarbonização do programa – que hoje recaem sobre os distribuidores – para os fabricantes e importadores de derivados.
Embora um representante do setor que acompanhou a reunião tenha dito em off à BiodieselBR.com que não há nada de concreto e que as ideias foram apenas “ventiladas” pelo governo, outras fontes próximas ao assunto são mais explicitas que a percepção inicial é que as mudanças propostas “não são favoráveis” aos fabricantes de biocombustíveis e têm o potencial para “desestruturar o RenovaBio”.
Outros ativos
Segundo relato da reunião publicado hoje pelo Valor Econômico, a plano para elevar a oferta de CBios incluir a permissão para que seja admito o uso de créditos de carbono de outras fontes. Além disso, combustíveis sintéticos e coprocessados possam passar a emitir CBios. Esses novos combustíveis teriam, inclusive, um bônus de 20% sobre sua nota de eficiência energético-ambiental.
O acréscimo mais imediato poderia vir dos coprocessados. Nos últimos meses, a Petrobras vem tentando viabilizar o uso de diesel coprocessado no mercado brasileiro. A empresa já tem capacidade de coprocessamento em sua refinaria em Araucária (PR) vem investindo para agregar capacidade de coprocessamento às refinarias em Cubatão (SP) e Paulínia (SP)
Cerca de um mês atrás, a Petrobras fechou um contrato com a Bunge para o fornecimento de óleo vegetal garantir o coprocessamento.
Desenvolvida pela estatal, essa tecnologia – chamada HBio – adiciona uma parcela de óleos e gorduras renováveis às correntes de petróleo diretamente em seu processo de refino, assim o óleo diesel já sai com um percentual renovável. A Petrobras quer que essa fração passe a contar para o cumprimento mistura de biodiesel. Um diesel coprocessado com 5% de material renovável, portanto, precisaria de só mais 5% de biodiesel para atingir o B10.
Não é uma ideia que deixe os fabricantes de biodiesel a vontade.
Cardápio
Além dessa, o governo promoveria outras alterações no programa.
As metas de descarbonização do RenovaBio subiriam um degrau na cadeia. Ao invés das distribuidoras como acontece hoje, os CBios passariam a ser adquiridos pelos produtores e importadores de combustíveis. A justificativa seria reduzir o impacto sobre as distribuidoras regionais que teriam mais dificuldade em diluir os custos.
Também seria criado um prazo máximo para a venda dos CBios após a escrituração o que evitaria manipulação de mercado ao inibir a retenção da oferta por parte dos produtores.
Segundo uma das fontes consultadas por BiodieselBR.com, essas mudanças descaracterizam o RenovaBio como um programa de incentivo à indústria de biocombustíveis. “Pelo entendimento do setor, os biocombustíveis para o governo só podem ser incentivados se forem mais barato que o combustível fóssil”, ironiza.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com