RenovaBio

Indústria abre ofensiva contra revisão nas metas do RenovaBio


BiodieselBR.com - 29 jul 2020 - 18:20

O setor de biocombustíveis brasileiro está partindo para o contra-ataque. Nessa sexta-feira (24), um grupo de 56 executivos da indústria, políticos e cientistas publicaram um manifesto no qual defendem a preservação das metas do RenovaBio. A meta do documento, como confidenciou à BiodieselBR.com um dos representantes da indústria que participou de sua elaboração, é conseguir que a Ministério de Minas e Energia (MME) proponha “a menor redução possível nas metas” ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Pouco tempo atrás, o RenovaBio parecia uma questão completamente pacificada. Por ordem do CNPE, as distribuidoras de combustíveis teriam 10 anos para reduzir a intensidade média de carbono de seus produtos em 11% – indo de 74,2 para 66,1 gramas de CO2 equivalente para cada megajoule de energia (gCO2eq/MJ). Convertido para créditos de descarbonização (CBios), o mercado começaria em 28,7 milhões de títulos este ano e cresceria ano a ano até chegar em 95,5 milhões de unidades.

A ANP até já tinha fechado as metas individuais para cada uma das 134 distribuidoras que operam no mercado brasileiro.

Isso tudo foi antes do coronavírus. Com a chegada da pandemia ao Brasil e a adoção de medidas de restrição à movimentação de pessoas por estados e municípios, o mercado de combustíveis acabou sendo duramente atingido. Logo no começo da crise em abril, as vendas de diesel recuaram perto de 14% – a maior desde a greve dos caminhoneiros que parou o país em maio de 2018. O golpe no ciclo otto foi ainda mais intenso. Gasolina e etanol venderam 33,5% menos em abril na comparação anual.


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