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Política

Quem é Adolfo Sachsida, o novo ministro da Energia


Folha de S.Paulo - 11 mai 2022 - 11:57

O novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, é um autoproclamado bolsonarista. Costuma comemorar, em declarações e nas redes sociais, medidas do governo e indicadores positivos usando a expressão "com a graça de Deus".

Virou servidor de carreira do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), órgão vinculado do Ministério da Economia, há 21 anos (hoje, está licenciado). Entrou no governo de Jair Bolsonaro em 2019 como secretário em um braço da pasta de Paulo Guedes. Com o tempo, se aproximou cada vez mais do Palácio do Planalto.

Tornou-se assessor especial de Guedes com a missão de auxiliar mais diretamente o ministro e ajudá-lo no levantamento de dados e na comunicação. Passou a ser citado por Bolsonaro em discursos.

Sachsida participou da elaboração de medidas microeconômicas como a Lei de Garantias, o marco legal dos cartórios e trabalhou na preparação dos saques extraordinários do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Em novembro de 2020, considerou que era baixíssima a probabilidade de uma nova onda de casos de Covid-19 no país. Naquele momento, o país passava por um arrefecimento nos casos –mas, após a virada do ano, os casos dispararam e a crise sanitária atingiu seu ápice em 2021.

"Vários estados já atingiram ou estão próximos de atingir imunidade de rebanho", disse Sachsida, na época. "Acho baixíssima a probabilidade de segunda onda. Não apenas isso. Acho que os dados que temos mostram algo concreto, que é a força da retomada econômica", afirmou Sachsida.

As declarações tiveram como base um estudo feito pela própria equipe que sugeria que o Brasil poderia estar alcançando um percentual de infectados que permitiria uma imunidade coletiva (também chamada de "imunidade de rebanho").

Em janeiro de 2021, ele pediu desculpas pela declaração. "Foi um erro meu ter falado sobre segunda onda, aproveito a oportunidade para me desculpar", disse. Em pelo menos mais uma ocasião, ele voltou a pedir desculpa pela fala.

Formado em economia pela UEL (Universidade de Londrina), tem doutorado em economia pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-doutorado pela Universidade do Alabama, nos Estados Unidos. Mais recentemente, em 2015, se formou também em direito.

Fábio Pupo – Folha de S.Paulo

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