Petrobras vem procurando uma rota para acelerar a entrada de seu novo produto no mercado nacional
No que depender do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP) não vai ser dessa vez que o diesel coprocessado da Petrobras – o chamado diesel R – vai passar a competir com o biodiesel. Em entrevista concedida à Agência epbr, o parlamentar que relata o projeto de lei (PL) do Combustível do Futuro afirmou que não têm intenção de igualar os dois produtos
“Não colocarei o diesel coprocessado. Não por nenhum preconceito (…) [mas] eu acho que não era o processo adequado”, disse Jardim. No começo do mês passado, o parlamentar já havia negado a intenção de incluir do diesel coprocessado no diesel verde.
O relatório apresentado pelo deputado na semana passada modifica o texto da Lei 13.033/2014 para que a cronograma de ampliações do mandato do biodiesel se estenda até que o percentual renovável no óleo diesel consumido pelos brasileiros chegue a 20% (B20) a partir de março de 2030. O texto abre ainda a possibilidade de que Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) eleve a mistura para B25.
No que depender do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP) não vai ser dessa vez que o diesel coprocessado da Petrobras – o chamado diesel R – vai passar a competir com o biodiesel. Em entrevista concedida à Agência epbr, o parlamentar que relata o projeto de lei (PL) do Combustível do Futuro afirmou que não têm intenção de igualar os dois produtos
“Não colocarei o diesel coprocessado. Não por nenhum preconceito (…) [mas] eu acho que não era o processo adequado”, disse Jardim. No começo do mês passado, o parlamentar já havia negado a intenção de incluir do diesel coprocessado no diesel verde.
O relatório apresentado pelo deputado na semana passada modifica o texto da Lei 13.033/2014 para que a cronograma de ampliações do mandato do biodiesel se estenda até que o percentual renovável no óleo diesel consumido pelos brasileiros chegue a 20% (B20) a partir de março de 2030. O texto abre ainda a possibilidade de que Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) eleve a mistura para B25.
O PL cria ainda mandatos para o diesel verde e para o combustível sustentável de aviação (SAF). O primeiro prevê que a mistura de diesel verde possa representar no máximo 3% do volume de diesel até 2037, enquanto o segundo obriga as companhias aéreas a reduzirem em 10% suas emissões de gases do efeito estufa (GEEs) até 2037 por meio do uso de combustíveis renováveis.
Coprocessado
O chamado diesel R é fabricado por meio do coprocessamento de um percentual de óleos e gorduras renováveis junto com frações de petróleo diretamente nas refinarias. A tecnologia foi desenvolvida pela Petrobras ainda em meados de 2026, mas acabou sendo posta de lado pouco depois por falta de viabilidade financeira.
A Petrobras só voltaria a se interessar pela tecnologia em 2020 como parte de sua estratégia para descarbonizar suas operações. No ano passado, a estatal mais do que dobrou os investimentos previstos em biorrefino ao decidir colocar US$ 1,5 bilhão para a atividade.
Na última semana, a empresa passou a ofertar diesel R a partir de sua refinaria em Cubatão (SP).
Como parte deste esforço para emplacar o diesel R, ao longo dos últimos anos a liderança da Petrobras pressionou o governo para que o produto passasse a ser incluído no mandato de biodiesel. Dessa forma, as distribuidoras que comprassem diesel R5 – que tem 5% de material renovável em sua composição – só teriam que adicionar mais 9% de biodiesel puro para chegar ao B14.
Essa movimentação foi mal-recebida pelas usinas de biodiesel e seus representantes, tanto que a estatal recuou e passou a defender um mandato paralelo.
Com o avanço do Combustível do Futuro, no entanto, a Petrobras voltou atuar nessa direção.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com