Ministro da Agricultura participou de evento do setor de biodiesel na manhã desta quinta-feira
“Temos que regulamentar o B20. Não tem como ficar discutindo a despoluição do mundo (...) enquanto consumimos combustível fóssil”, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante sua fala na abertura da Biodiesel Week. Organizado pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), o evento está acontecendo ao longo desta semana em Brasília (DF).
Esse seria um passo além do que a indústria tem garantido hoje. A Resolução 03/2023 aprovada pelo CNPE em meados de março fixa um cronograma que prevê aumentos de um ponto percentual na mistura obrigatória de biodiesel no óleo diesel mineral até a adoção do B15 em abril de 2026.
Antecipação
Além da aprovação de um novo cronograma, o titular do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) também se mostrou a favor da antecipação do cronograma atual. “Não vamos precisar esperar até 2026 [para ampliar a mistura]. (...) Quem vai definir quanto isso será adicionado será a indústria, quando a capacidade estiver apta”, disse o político para quem é “inconcebível” adiar novos avanços do biodiesel com base em pequenos impactos no preço final dos combustíveis. “É inconcebível ficar fazendo conta (..) por mísero um centavo a mais que custa o biodiesel nas bombas”, reclamou.
“Temos que regulamentar o B20. Não tem como ficar discutindo a despoluição do mundo (...) enquanto consumimos combustível fóssil”, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante sua fala na abertura da Biodiesel Week. Organizado pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), o evento está acontecendo ao longo desta semana em Brasília (DF).
Esse seria um passo além do que a indústria tem garantido hoje. A Resolução 03/2023 aprovada pelo CNPE em meados de março fixa um cronograma que prevê aumentos de um ponto percentual na mistura obrigatória de biodiesel no óleo diesel mineral até a adoção do B15 em abril de 2026.
Antecipação
Além da aprovação de um novo cronograma, o titular do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) também se mostrou a favor da antecipação do cronograma atual. “Não vamos precisar esperar até 2026 [para ampliar a mistura]. (...) Quem vai definir quanto isso será adicionado será a indústria, quando a capacidade estiver apta”, disse o político para quem é “inconcebível” adiar novos avanços do biodiesel com base em pequenos impactos no preço final dos combustíveis. “É inconcebível ficar fazendo conta (..) por mísero um centavo a mais que custa o biodiesel nas bombas”, reclamou.
Esse foi a segunda manifestação a favor do B20 de um membro do primeiro escalão do governo Lula em menos de uma semana. Na sexta-feira (04), o vice-presidente e titular da pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, havia a acenado nessa mesma direção durante a cerimônia que marcou o lançamento da usina de etanol da Be8.
A fala do vice-presidente foi reiterada pelo secretário do Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, ao confirmou que há conversas para incorporar o biodiesel no projeto de lei que vai criar o Programa Combustível do Futuro que fará parte do pacote de medidas para a transição energética que está para ser anunciado pelo governo federal. “O biodiesel tem um papel estratégico (...) a sustentabilidade é uma janela de oportunidade para o Brasil superar a armadilha da renda média”, disse.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com