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Oferta de biodiesel no L75 é menor que a demanda estimada

Volume das ofertas de biodiesel das usinas participantes do Leilão 75 foi o menor dos últimos cinco bimestres

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O mercado de biodiesel já pode ir se preparando para mais um bimestre cheio de turbulências. Encerrada a Etapa 2 do 75º Leilão de Biodiesel (L75), as ofertas das usinas participantes no processo que vai negociar o biocombustível que será consumido durante o 5º bimestre deste ano, voltaram a encolher pelo segundo leilão seguido. No total, as distribuidoras terão que se virar com menos de 1,19 bilhão de litros. Esse é menor volume de biodiesel colocado à disposição do mercado desde o L69 – quando a mistura ainda estava no B11.

Pelas contas de BiodieselBR.com, a demanda de diesel no próximo bimestre deverá girar entre 10,4 e 11,2 bilhões de litros. Em nenhum dos dois casos, a oferta de hoje seria suficiente para garantir a manutenção do B12. Caso o consumo de óleo diesel fique mais perto do piso da projeção, ainda seria possível garantir o B11. Caso contrário, só daria para o B10.

A baixa oferta coloca a ANP frente à decisão de convocar mais um leilão complementar ou repetir da redução da mistura obrigatória determinada no bimestre passado.

O mercado de biodiesel já pode ir se preparando para mais um bimestre cheio de turbulências. Encerrada a Etapa 2 do 75º Leilão de Biodiesel (L75), as ofertas das usinas participantes no processo que vai negociar o biocombustível que será consumido durante o 5º bimestre deste ano, voltaram a encolher pelo segundo leilão seguido. No total, as distribuidoras terão que se virar com menos de 1,19 bilhão de litros. Esse é menor volume de biodiesel colocado à disposição do mercado desde o L69 – quando a mistura ainda estava no B11.

Pelas contas de BiodieselBR.com, a demanda de diesel no próximo bimestre deverá girar entre 10,4 e 11,2 bilhões de litros. Em nenhum dos dois casos, a oferta de hoje seria suficiente para garantir a manutenção do B12. Caso o consumo de óleo diesel fique mais perto do piso da projeção, ainda seria possível garantir o B11. Caso contrário, só daria para o B10.

A baixa oferta coloca a ANP frente à decisão de convocar mais um leilão complementar ou repetir da redução da mistura obrigatória determinada no bimestre passado.

Queda continuada

No bimestre anterior, já havia alguns sinais de que as usinas poderiam estar enfrentando dificuldades para sustentar suas ofertas. Mesmo com compradoras falando numa retomada na demanda de combustíveis, as usinas foram na contramão e reduziram a quantidade de biodiesel à venda em cerca de 5,5%. A mesma coisa está se repetindo agora com uma queda de mais 1,4% no volume ofertado.

Somados os dois últimos pregões, a oferta de biodiesel recuou um pouco mais de 6,8%. São 87,3 milhões de litros a menos no mercado. A última vez em que houve uma redução desse porte foi entre os leilões 47 e 51 quando foi registrado um recuo total de 16,7% na disposição das usinas em vender biodiesel. De lá para cá – apesar de alguns escorregões pontuais –, o mercado manteve uma trajetória majoritariamente ascendente.

O problema não é de capacidade instalada. Tanto em número de usinas quanto em capacidade habilitada, o L75 se saiu muito bem. As 43 unidades produtivas inscritas podem fabricar até 1,58 bilhão de litros de biodiesel.

Essas usinas, contudo, não estão conseguindo fazer frente à demanda. Das 42 usinas que fizeram ofertas hoje – apenas a Cesbra encerrou a Etapa 2 sem colocar biodiesel a vendas – 15 unidades produtivas reduziram o volume que colocaram à venda em relação ao bimestre anterior. São duas a mais do que as usinas que aumentaram suas ofertas. No total, o grupo que ofertou menos tirou do mercado 81,3 milhões de litros de biodiesel, bem acima que os 64,1 milhões de litros dos mais otimistas.

A maior redução foi a PBio de Candeias que tirou do mercado 12 milhões de litros de biodiesel em oferta.

Preço

A falta de biodiesel limitou a competição. Em média as usinas participantes do L75, estão pedindo R$ 3.899,15 por seu produto. Esse valor está 32,2% acima do preço médio de partida praticado pelo mercado no último leilão regular.

A deságio sobre o PMRs definidos pela ANP foi de 6,7% esse é o menor deságio para um leilão regular desde o L40.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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