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Leilão complementar tem oferta de apenas 18,8 milhões de litros

Usinas mostraram pouco interesse na oportunidade de vender mais biodiesel aberta pelo leilão complementar

BiodieselBR.com 4 min de leitura

No fim das contas, as incertezas a respeito da capacidade máxima de oferta das usinas habilitadas para a 68º Leilão de Biodiesel Complementar (L68C) nem fizeram tanta diferença. Depois de terem vendido biodiesel como nunca nas rodadas regulares do L68, os fabricantes mostram pouco entusiasmo ao fazer novas ofertas.

No fim das contas, as incertezas a respeito da capacidade máxima de oferta das usinas habilitadas para a 68º Leilão de Biodiesel Complementar (L68C) nem fizeram tanta diferença. Depois de terem vendido biodiesel como nunca nas rodadas regulares do L68, os fabricantes mostram pouco entusiasmo ao fazer novas ofertas.

No total, apenas 9 usinas fizeram ofertas durante a Etapa 2 do processo. Juntas, elas colocaram a venda apenas 18,8 milhões de litros de biodiesel. Das ofertantes, a mais ambiciosa foi a ADM de Rondonópolis com uma oferta de cinco milhões de litros.

Esse montante equivale a pouco mais de 17% dos 110,3 milhões de litros que poderiam ser colocados no mercado caso as regras do edital fossem seguidas à risca. Ou menos de 9,5% caso valessem todos os 199,4 milhões de litros que constavam da habilitação final que foi publicar pela ANP. A agência não chegou a se manifestar de forma pública e inequívoca sobre a contradição.

Em resposta ao questionamento encaminhado ontem por BiodieselBR.com, a assessoria de imprensa da ANP enviou a seguinte – e enigmática – resposta:

“É correto que a ANP considera o saldo não vendido da capacidade bimestral habilitada para o L68 de maneira proporcional ao tempo de entrega do L68C. Entretanto, deve-se lembrar que o leilão se limita ao mês de outubro, sendo assim, a capacidade bimestral foi transformada em capacidade mensal de forma proporcional. Portando, o valor disponível para oferta é o menor dos valores entre a capacidade de produção mensal e o saldo não arrematado no L68”.

Prisma

Do montante de biodiesel ofertado, há ainda 1,2 milhão de litros que podem nem vir a entrar de fato no mercado. O volume corresponde às ofertas da Prisma que – contrariando as expectativas – acabou conseguindo participar do L68C.

Segundo BiodieselBR.com apurou junto à empresa, na noite de ontem (03) os advogados da Prisma conseguiram uma liminar judicial que assegurou sua presença na disputa. Mesmo assim, a usina não chegou a ofertar todos os 6 milhões de litros de biodiesel que sua capacidade de oferta mensal permitiria.

Em média, as usinas que participaram ativamente das negociações desta quarta-feira pediram R$ 2.793,48 por cada metro cúbico de biodiesel – deságio de apenas 0,8% em relação aos preços de referência. Caso as distribuidoras comprem todo o biodiesel disponível por esse piso o L68C movimentaria mais R$ 52,5 milhões.

No mesmo ponto do L68 regular, as usinas pediram R$ 2.504,75 por m³ de biodiesel.

Estoque curto

O baixo volume ofertado pelas usinas cria uma dúvida sobre a capacidade da Petrobras de formar os estoques reguladores que precisariam para dar segurança ao abastecimento do mercado no quinto-bimestre. Por falta de biodiesel disponível, no último dia 20 a ANP editou um aviso informando ao mercado que o LE68 seria realizado apenas próximo dia 11 de setembro.

Em tese, o LE68 negociaria o saldo não vendido das ofertas das usinas no L68C. Mesmo que as distribuidoras não comprem uma gota de biodiesel nas Etapas 3 e 5, as ofertas feitas hoje equivale a parcos 1,6% do volume arrematado para atender o mercado obrigatório do quinto bimestre.

No bimestre anterior, foram contratados estoques equivalentes a 5,6% do volume arrematado no leilão. Para manter essa mesma proporção agora seria necessário contratar um pouco mais que 63,5 milhões de litros.

O resultado parcial do L68C pode ser conferido clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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