Foram arrematados 98,1% do volume adicional colocados à venda no leilão emergencial convocado pela ANP
Está difícil fechar as contas do terceiro bimestre. Nem mesmo com um leilão complementar emergencial as distribuidoras conseguiram comprar todo o biodiesel que estão precisando para conseguir chegar ao final do mês suficientemente abastecidas. Elas praticamente esgotaram todos os 74,2 milhões de litros que haviam sido colocados à venda ontem (15) pelas usinas participantes do 74º Leilão de Biodiesel (L74).
E isso apenas na primeira rodada de compras!
Embora devesse ter sido encerrada ontem mesmo, a Etapa 3 acabou chegando às 22h00 – o horário limite definido pela ANP – e foi automaticamente prorrogada para hoje. Só ontem, as compras já tinham passado dos 70,7 milhões de litros, se aproximando dos 95,3% da oferta total.
Está difícil fechar as contas do terceiro bimestre. Nem mesmo com um leilão complementar emergencial as distribuidoras conseguiram comprar todo o biodiesel que estão precisando para conseguir chegar ao final do mês suficientemente abastecidas. Elas praticamente esgotaram todos os 74,2 milhões de litros que haviam sido colocados à venda ontem (15) pelas usinas participantes do 74º Leilão de Biodiesel (L74).
E isso apenas na primeira rodada de compras!
Embora devesse ter sido encerrada ontem mesmo, a Etapa 3 acabou chegando às 22h00 – o horário limite definido pela ANP – e foi automaticamente prorrogada para hoje. Só ontem, as compras já tinham passado dos 70,7 milhões de litros, se aproximando dos 95,3% da oferta total.
Hoje, foram arrematados mais 2,1 milhões de litros elevando o total para 72,8 milhões de litros o que dá um pouco mais que 98,1% das ofertas. Esse percentual ainda pode subir mais um pouco amanhã quando será realizada a Etapa 5 do processo.
De todas as 28 usinas participantes do pregão, 23 já venderam integralmente suas ofertas. Somente três fabricantes – Aliança, Amazonbio e Biopar MT – ainda tem biodiesel para colocar no mercado. Outras duas plantas – as unidades da Olfar em Erechim (RS) e Porto Real (RJ) – não fizeram ofertas.
Esse biodiesel será usado nos últimos 9 dias deste mês. As entregas do L74 deverão ser feitas entre os dias 22 e 30 de junho, esse leilão foi necessário porque as distribuidoras compraram uma quantidade de biodiesel no Leilão 72 que acabou se mostrando insuficiente para cobrir a demanda da mistura obrigatória e havia o risco real de acabar faltado produto no mercado.
Tanto que a diretoria da ANP acaba reduzir o percentual de mistura obrigatória. De hoje até o próximo domingo (21), as distribuidoras poderão entregar diesel com a adição de apenas 10% de biodiesel e não os 12% que estavam valendo desde março. O aviso foi publicado no começo da tarde.
Preço elevado
Com o mercado demandando mais biodiesel do que há disponível, os preços do produto dispararam. As distribuidoras estão pagando R$ 3.828,35 por cada metro cúbico. Com isso, o L74 já movimentou R$ 278,9 milhões.
Esse preço é ainda maior do que os – já pouco modestos – valores praticados no L73. No prazo de somente uma semana, o biodiesel bateu seu recorde de preço não apenas uma, mas duas vezes.
A disputa no L74 foi tão intensa que ele se tornou o quarto leilões de biodiesel no qual as distribuidoras estão pagando acima dos preços máximos de referência (PMRs) definidos pela ANP. Além do L74, a barreira foi quebrada no L39 (0,6%), no L68 (1,3%) e no L68 Complementar (13,8%).
Dessa vez, o ágio que as distribuidoras estão pagando corresponde a 2,9% sobre os PMRs.
Entre as usinas participantes, a que se deu melhor foi a Oleoplan de Veranópolis que comercializou 9 milhões de litros por R$ 3.668,02 o m³. Isso fará com que a empresa – que já tinha vendido um total de R$ 105,6 milhões no quarto bimestre – embolse mais R$ 33 milhões em apenas 9 dias.
O resultado parcial do 74º Leilão de Biodiesel pode ser visto clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com