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Distribuidoras praticamente esgotam as ofertas de biodiesel no L73

Leilão durou cinco dias e registrou recordes de volume negociado, preço médio e faturamento

BiodieselBR.com 6 min de leitura

Depois de exaustivos cinco dias, o 73º Leilão de Biodiesel (L73) está – finalmente – encerrado. Tanta demora fica um fácil de entender quando se olha os números superlativos deste processo. Sob a maior parte dos aspectos relevantes para o mercado, o L73 foi o maior da história.

A começar por sua duração. O processo de compra de biodiesel demorou impressionantes cinco dias para ser concluído – o sistema é desenhado para ter somente dois dias de duração. Não chega a ser incomum que certames mais disputados se prolonguem; ainda assim o L73 superou os padrões. Até hoje, os certames mais longos haviam sido o L61 e o L63 que duraram 4 dias cada um.

Foram quatro dias inteiros gastos na Etapa 3. O pregão foi aberto normalmente na manhã da quarta-feira (03) e só pôde ser oficialmente encerrado às 19h55 de ontem (08). A Etapa 5, contudo, foi rápida: às 15h05 o martelo já havia sido batido às 15h05.

Além desse recorde, o L73 também registrou o maior volume de biodiesel já comercializado num leilão bimestral, o maior preço médio final e, consequentemente, a maior movimentação financeira da história do sistema de comercialização de biodiesel.

Depois de exaustivos cinco dias, o 73º Leilão de Biodiesel (L73) está – finalmente – encerrado. Tanta demora fica um fácil de entender quando se olha os números superlativos deste processo. Sob a maior parte dos aspectos relevantes para o mercado, o L73 foi o maior da história.

A começar por sua duração. O processo de compra de biodiesel demorou impressionantes cinco dias para ser concluído – o sistema é desenhado para ter somente dois dias de duração. Não chega a ser incomum que certames mais disputados se prolonguem; ainda assim o L73 superou os padrões. Até hoje, os certames mais longos haviam sido o L61 e o L63 que duraram 4 dias cada um.

Foram quatro dias inteiros gastos na Etapa 3. O pregão foi aberto normalmente na manhã da quarta-feira (03) e só pôde ser oficialmente encerrado às 19h55 de ontem (08). A Etapa 5, contudo, foi rápida: às 15h05 o martelo já havia sido batido às 15h05.

Além desse recorde, o L73 também registrou o maior volume de biodiesel já comercializado num leilão bimestral, o maior preço médio final e, consequentemente, a maior movimentação financeira da história do sistema de comercialização de biodiesel.

Oferta apertada

O que fez com que o leilão se prolongasse dessa forma extraordinária foi a oferta e a demanda muito ajustadas. As usinas reduziram em 5,5% suas ofertas justamente na saída de um bimestre no qual as entregas foram fracas a ponto da ANP ter decidido convocar um leilão complementar com o objetivo explícito de reforçar a disponibilidade de biodiesel no final do mês de junho.

Dessa forma, a restrição na oferta coincidiu justamente com um momento em que as distribuidoras precisavam refazer seus estoques. O apetite dos distribuidores não arrefeceu nem com o anúncio de será realizado um certame extraordinário – L74 – já na semana que vem e nem com a perspectiva de que vá ser convocada uma rodada complementar também para o L73.

Como um todo, o Leilão 73 arrematou praticamente 1,19 bilhão de litros de biodiesel. Foram 1,17 bilhão durante os quatro dias da Etapa 3 e cerca de 20,3 milhões de litros na rodada de hoje. Esse montante representa, 98,6% de todo o biodiesel que havia sido posto a venda pelos fabricantes na segunda-feira passada (01).

Em termos de volume o L73 é o maior da história, superando por uma margem de 4,5% o resultado do Leilão 68 quando a estreia do B11 animou as distribuidoras. Naquela ocasião, contudo, as compras chegaram a 99,8% do total ofertado.

A disputa acirrada entre as distribuidoras puxou violentamente os preços pagos pelo biodiesel. No final do processo, o valor médio de cada metro cúbico do biocombustível ficou em inéditos R$ 3.537,06.

Esse preço é 14% superior ao do recorde anterior que pertencia ao L69 quando foram pagos mais de R$ 3.100,97 pelo produto arrematado. É uma virada em tanto em relação ao L72 onde o preço final ficou em R$ 2.738,19.

Faturamento

Com recordes simultâneos no volume e no preço, logicamente o setor faturou como nunca antes. No total, as distribuidoras vão desembolsar R$ 4,2 bilhões entre os R$ 4,17 bi pagos pelo biodiesel e os R$ 29,7 milhões cobrados pela Petrobras para fazer a intermediação do negócio.

O faturamento do setor de biodiesel vem subindo de forma mais ou menos consistente desde o L36, mas esse processo se acelerou a depois do L58. O resultado do L73 faz o nível de faturamento do setor atingir um novo patamar.

Encerrado o processo, restaram 16,9 milhões de litros de biodiesel sem comprador. Esse volume ainda voltará a ser oferecido nas etapas autorizativas e no leilão de estoque.

Destaques

– No total foram comprados 1,19 milhões de litros de biodiesel;
– A Etapa 3 durou quatro dias durante os quais 1,17 bilhão de litros foram arrematados;
– A Etapa 5 se encerrou com 20,3 milhões de litros negociados;
– Dos mais de 1,2 bilhão de litros ofertados menos de 17 milhões de litros ainda estão na mesa;
– O preço médio do biodiesel ficou em R$ 3.537,05 por m³
– Com esse preço o L73 movimentara mais de R$ 4,2 bilhões;
– Das 43 usinas que participaram da disputa, 35 liquidaram as ofertas feitas na Etapa 2;
– Um grupo de 8 usinas vendeu 100% da capacidade instalada bimestral;
– Os maiores vendedoras foram as duas usinas da BSBios – Marialva (PR) e Passo Fundo (RS) – com 69 milhões de litros cada uma;
– Dessa forma, a BSBios encerra o L73 na liderança do setor com 138 milhões de litros vendidos e um potencial de faturamento de quase R$ 480 milhões;
– Os extremos de preços ficaram com dois novatos: a Unibras com R$ 3.673,96 por m³ e a Aliança com R$ 3.256,86/m³;
– A Caibiense foi a única usina na rodada sem vender biodiesel ficando com uma oferta de 6 milhões de litros encalhada;
– O Rio Grande do Sul foi o estado que mais vendeu com 307 milhões de litros;

O resultado completo do L73 pode ser conferido clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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