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Qualidade do diesel melhorou fevereiro

O índice de não conformidade do óleo diesel medido pela ANP teve a primeira melhora depois de três meses

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Depois de três meses em queda, a qualidade do diesel melhorou um pouco. Segundo os dados de mercado mais recentes divulgados pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o índice de não conformidade do derivado de petróleo mais consumido pelos brasileiros ficou em 3,6% em fevereiro.

Depois de três meses em queda, a qualidade do diesel melhorou um pouco. Segundo os dados de mercado mais recentes divulgados pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o índice de não conformidade do derivado de petróleo mais consumido pelos brasileiros ficou em 3,6% em fevereiro.

Um mês antes, o indicador beirava os 3,8%, ponto mais alto – até agora – numa escalada que se iniciou em novembro.

Menor coleta

Em fevereiro, foram coletadas 2.408 amostras de óleo diesel das quais 87 acabaram sendo reprovadas. O volume foi o mais baixo de amostras desde julho do ano passado, quando o boletim do PMQC foi fechado com base em 2.133 amostras.

A redução está ligada a uma diminuição na área de cobertura do programa. Em fevereiro, somente 18 estados brasileiros foram devidamente monitorados pelo PMQC – um a menos do que nos últimos três boletins. Trata-se da menor cobertura geográfica do programa desde março de 2017.

O Ceará e Goiás deixaram de ser monitorados em fevereiro. Em compensação o Distrito Federal voltou a aparecer nas estatísticas depois três meses de ausência. Ao longo dos últimos 12 meses, a média de coletas mensais em Goiás era de 304 e de 144 no Ceará enquanto o DF entrou com somente 25 amostras este mês.

O pior diesel do país foi, pelo segundo mês seguido o do Amapá. Nada menos que 13,3% das amostras de diesel foram reprovadas em fevereiro – uma das três unidades da federação a superar a barreira dos dois dígitos de não conformidade. Ainda assim, o resultado foi bem melhor do que em janeiro quando a inconformidade passou dos 22,2%.

Mas a melhora no Amapá ainda fica atrás da que foi registrada no Rio Grande do Norte. Lá o índice do diesel foi de 16,4% em janeiro para menos de 4,2% agora.

Já o melhor diesel foi vendido no Distrito Federal e na Paraíba. Em ambos os casos, o número de amostras que não atenderam os padrões de qualidade foi de 0.

Biodiesel

O teor de biodiesel continua sendo o principal fator de reprovação. Mais de metade das amostras reprovadas tinha problemas com a quantidade de biodiesel presente. Foram 49 ocorrências em 97 falhadas detectadas em fevereiro – os números não batem porque cada amostra pode ter mais de um vício de qualidade.

O ponto de fulgor foi a segunda pior característica para o diesel com 28 amostras apresentando esse problema.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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