Graças ao surto da Covid-19, mercado brasileiro de combustíveis teve seu menor nível de monitoramento em muitos anos
Abril não foi um mês típico para o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC): o surto da Covid-19 reduziu consideravelmente o escopo do monitoramento do mercado brasileiro de combustíveis. Dos 27 estados brasileiros, em somente oito houve atividade de coleta de combustíveis totalizando 1.694 amostras – cerca de dois terços menos que em março quando as coletas somaram 4.917 unidades.
No caso do diesel, o número de amostras se resumiu a 582 contra 1.762 em março. Esse número é – de longe – o menor já coletado pelo PMQC desde que a mistura de biodiesel se tornou obrigatória em 2008. Antes do boletim mais recente, o pior resultado em termos de cobertura do monitoramento do mercado de diesel havia sido registrado em dezembro de 2015 quando 1.082 amostras foram coletadas.
Abril não foi um mês típico para o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC): o surto da Covid-19 reduziu consideravelmente o escopo do monitoramento do mercado brasileiro de combustíveis. Dos 27 estados brasileiros, em somente oito houve atividade de coleta de combustíveis totalizando 1.694 amostras – cerca de dois terços menos que em março quando as coletas somaram 4.917 unidades.
No caso do diesel, o número de amostras se resumiu a 582 contra 1.762 em março. Esse número é – de longe – o menor já coletado pelo PMQC desde que a mistura de biodiesel se tornou obrigatória em 2008. Antes do boletim mais recente, o pior resultado em termos de cobertura do monitoramento do mercado de diesel havia sido registrado em dezembro de 2015 quando 1.082 amostras foram coletadas.
Bom resultado
Apesar da óbvia limitação no monitoramento, mais uma vez os resultados foram positivos. Em abril, o índice de não conformidade do diesel recuou para baixo de 2,6% – cerca de 0,4 ponto percentual abaixo do indicador registrado em março.
Mesmo com algumas idas e vindas no indicador, a qualidade do óleo diesel consumido pelos brasileiros vem apresentando uma tendência clara de melhoria pelo menos desde julho de 2019, quando a não conformidade ficou acima de 4,5%.
Apesar da melhora no quadro geral, o parâmetro ‘teor de biodiesel’ voltou a ser o mais relevante entre os vícios de qualidade encontrados. Cerca de 48%, dos problemas identificados nas 15 amostras que foram reprovadas nos testes conduzidos pelos laboratórios contratos pelo PMQC se deviam à erros na adição de biocombustível.
Entre os estados que foram monitorados em abril, Bahia e Paraíba tiveram o melhor óleo diesel. Em ambos, não houve amostra reprovadas. Já o pior resultado foi do Rio de Janeiro cuja não conformidade foi de 4,7%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com