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Qualidade do diesel apresenta melhoria em 2019

Somados os resultados do ano passado o índice de não conformidade do óleo diesel vendido no país ficou abaixo de 3,6%

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Em termos de qualidade do óleo diesel vendido no país, o ano passado foi um verdadeiro alento. Depois de terem ido às alturas em 2018, os índices de inconformidade do derivado mais consumido do país encerraram o ano dando francos sinais de melhoria. É o que revela o mais recente boletim divulgado pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC).

O índice de não conformidade fechou 2019 um pouco baixo dos 3,59%. Consideravelmente abaixo dos 4,1% registrados durante o período anterior.

Em termos de qualidade do óleo diesel vendido no país, o ano passado foi um verdadeiro alento. Depois de terem ido às alturas em 2018, os índices de inconformidade do derivado mais consumido do país encerraram o ano dando francos sinais de melhoria. É o que revela o mais recente boletim divulgado pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC).

O índice de não conformidade fechou 2019 um pouco baixo dos 3,59%. Consideravelmente abaixo dos 4,1% registrados durante o período anterior.

Apesar de animadora, essa melhoria deve ser consumida com uma dose de parcimônia. O ano passado teve o terceiro pior resultado desde que a mistura de biodiesel se tornou obrigatória – atrás apenas dos 4,1% de 2018 e dos 3,61% de 2010. Vale lembrar que, em 2010, a chegada do B5 causou verdadeira celeuma dentro do setor com distribuidores e varejistas acusando o biodiesel de ser responsável pela piora nos indicadores de qualidade.

A polêmica só foi encerrada em 2012 quando a ANP endureceu as regras de qualidade que precisavam ser seguidas pelas usinas.

Embora ainda possa ser considerado elevada, a não conformidade de 2019 encerra um movimento de piora nos índices que se prolongou entre 2017 e 2018. No primeiro caso, o epicentro da piora foi a chegada do B8. Em 2018, houve um pico inicial seguido à adoção do B10, mas o movimento acabou se prolongaria pelos meses seguintes. Mas essa piora nos índices quando há aumento de mistura, em sua maioria, acontecem porque o diesel vendido nos postos está com um percentual de biodiesel diferente do que manda a lei. O biodiesel e sua qualidade, quase não interferem nesse resultado.

Melhora no segundo semestre

Olhando os números de 2019 mais de perto, há outros motivos para manter o otimismo. A não conformidade manteve trajetória ascendente até julho – pior mês do ano com 4,54% – entrando em franco declínio na sequência. Esse movimento se manteve mesmo depois da chegada do B11 ao mercado a partir de setembro.

 

 

Houve uma pequena piora entre setembro (3,12%) e outubro (3,48%). A partir de novembro (2,75%) o movimento se reverteu e fechou dezembro (2,36%) com o melhor nível do ano.

No somatório final, o PMQC coletou um total de 30.132 amostras de diesel em 20 unidades da federação – Acre, Amazonas, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins ficaram sem monitoramento este ano. Destes, 1.074 foram reprovados.

A quantidade de amostras coletadas pelo PMQC foi 2.633 inferior à do ano passado. Trata-se da segunda menor coleta da história, superior apenas às 18.707 de óleo diesel coletadas em 2016.

Entre os estados que foram efetivamente monitorados, o diesel de melhor qualidade foi disponibilizado aos motoristas do Espírito Santo onde a não conformidade se restringiu a 1,16% do total. O pior foi o do Amapá onde o índice passou dos 17,2%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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