Documento lista 12 indicadores que devem ser acompanhados de forma padronizada e tutorial para reportar eventuais problemas à ANP e Controladoria Geral da União
Desde a última semana, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) disponibilizou para seus associados um manual que orienta os transportadores sobre como manter registros detalhados de problemas atribuídos ao biodiesel e como reportá-los à ANP e à Controladoria Geral da União (CGU). O documento será distribuído a empresas de transporte e entidades ligadas ao setor rodoviário.
Segundo a entidade, os relatos de problemas – que vão desde a formação de borras nos tanques e o entupimento de bicos injetores até perdas no desempenho dos veículos – se multiplicaram "nos últimos meses" desde a adoção do B14. “Temos recebido reclamações dos transportadores e pedidos de orientação sobre como eles podem formalizar o registro dos problemas perante os órgãos competentes”, afirmou o diretor executivo da CNT, Bruno Batista.
Desde a última semana, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) disponibilizou para seus associados um manual que orienta os transportadores sobre como manter registros detalhados de problemas atribuídos ao biodiesel e como reportá-los à ANP e à Controladoria Geral da União (CGU). O documento será distribuído a empresas de transporte e entidades ligadas ao setor rodoviário.
Segundo a entidade, os relatos de problemas – que vão desde a formação de borras nos tanques e o entupimento de bicos injetores até perdas no desempenho dos veículos – se multiplicaram "nos últimos meses" desde a adoção do B14. “Temos recebido reclamações dos transportadores e pedidos de orientação sobre como eles podem formalizar o registro dos problemas perante os órgãos competentes”, afirmou o diretor executivo da CNT, Bruno Batista.
12 indicadores
No total, a CNT orienta como consolidar dados a respeito de problemas relacionados a 12 indicadores distintos que, de acordo com a entidade, estão associados à adição de biodiesel no óleo diesel mineral:
• Contabilização de trocas de filtros de combustível por quilômetro;
• Quantidade de sinalizações da luz EDC (electronic diesel control);
• Contabilização de falhas no sistema de injeção dos veículos por quilômetro;
• Quilômetros rodados por litro de combustível consumido;
• Contabilização de paradas repentinas por viagem devido a falhas no sistema de motor;
• Número de trocas de peças por desgaste prematuro;
• Número de trocas de filtros de óleo lubrificante por quilômetro;
• Quilômetros percorridos por troca de óleo lubrificante;
• Quilômetros percorridos por troca de óleo de motor;
• Número de constatações de presença de borra nas peças mecânicas do veículo e/ou no tanque de armazenamento;
• Número de constatações de perda de potência do motor (relatos de motoristas por viagem);
• Tempo de inatividade do veículo na garagem devido a problemas mecânicos.
O manual também orienta a comparar o nível de ocorrências de cada um desses indicadores sob o nível de mistura vigente – atualmente B14 – em relação aos registrados sob misturas menores, em documentos a serem enviados à ANP e ao CGU.
A CNT acusa o biodiesel de estar na origem de uma série de problemas de qualidade relatados por seus associados há muitos anos. Em diversas ocasiões, a entidade se posicionou contra a implementação de novos aumentos da mistura obrigatória.
Com a publicação do manual e o incentivo à adoção de práticas padronizadas, a CNT parece querer responder a uma crítica feita pelos fabricantes de biodiesel, que alegam que as acusações se baseiam apenas em evidências anedóticas, sem valor científico.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com