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ASTM International atualiza especificação do biodiesel

Nova regra de qualidade reduz a concentração de metais no biodiesel de 10 para 4 ppm. Na especificação brasileira o limite é de 2,5 ppm

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Uma das entidades de normalização mais influentes do mundo está atualizando suas especificações do biodiesel. A ASTM International publicou uma nova versão da regra D6751 que fixa os padrões de qualidade do B100. A última atualização do padrão havia sido publicada em 2020.

A principal mudança em relação à regra anterior foi a diminuição nos teores de quatro metais. Antes, a quantidade de sódio (Na), potássio (K), cálcio (Ca) e magnésio (Mg) admitida no biodiesel era de 10 partes por milhão (ppm). Agora, o limite passa a ser de 4 ppm.

Brasil

A atualização na especificação internacional acontece poucas semanas depois do Brasil ter atualizado sua própria regra de qualidade. No começo de abril, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou a Resolução 920/2023 que também restringiu os limites de contaminantes metálicos.

Uma das entidades de normalização mais influentes do mundo está atualizando suas especificações do biodiesel. A ASTM International publicou uma nova versão da regra D6751 que fixa os padrões de qualidade do B100. A última atualização do padrão havia sido publicada em 2020.

A principal mudança em relação à regra anterior foi a diminuição nos teores de quatro metais. Antes, a quantidade de sódio (Na), potássio (K), cálcio (Ca) e magnésio (Mg) admitida no biodiesel era de 10 partes por milhão (ppm). Agora, o limite passa a ser de 4 ppm.

Brasil

A atualização na especificação internacional acontece poucas semanas depois do Brasil ter atualizado sua própria regra de qualidade. No começo de abril, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou a Resolução 920/2023 que também restringiu os limites de contaminantes metálicos.

Pela especificação brasileira o limite máximo de sódio e potássio passou a ser de 2,5 ppm com o mesmo número valendo para a concentração de cálcio e magnésio. Na especificação anterior, o limite das duas características era de 5 ppm.

Em ambos os casos, a redução na quantidade de contaminantes metálicos foi decidida de modo a garantir o bom funcionamento dos sistemas de tratamento de poluentes.

B20

Segundo nota divulgada pela Clean Fuels Alliance America (grupo que representa os fabricantes de biodiesel e diesel verde dos EUA) a mudança foi precedida por uma série de testes de longa duração sobre os impactos do uso de B20 sobre os filtros de material particulado e sistemas de redução catalítica seletiva equipados nos motores diesel maios recentes.

Os testes compararam o desempenho dos motores quando abastecidos com B20 e com diesel puro. Os resultados indicaram que, quando se reduz os teores de metais no biodiesel, o desempenho dos dois combustíveis é similar. Os ensaios foram realizados pelo Instituto de Pesquisa do Sudoeste e pelo Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL)

Além dos resultados, testes de qualidade do biodiesel conduzidos pelo NREL com o biodiesel fabricado dos Estados Unidos e no Canadá indicaram que mais de 90% dos fabricantes já conseguiam atender aos novos limites.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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