Pesquisa

Tecnologia e engenharia genética: aumentando o teor de óleo da colza.


BiodieselBR.com - 11 out 2012 - 11:15 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53
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Uma dupla de pesquisadores do Departamento de Energia dos Estados Unidos está desenvolvendo um modelo computacional do metabolismo da colza – oleaginosa parente da canola – com o objetivo encontrar novas formas de otimizar o teor de óleo das sementes dessa oleaginosa. O plano é que o modelo permita explicar como a fisiologia da planta opta entre a produção de óleos e de proteínas para manipular esse processo.

Jordan Hay e Jörg Schwender trabalham no Laboratório Nacional de Brookhaven e estão escrevendo um programa capaz de simular de forma detalhada as complexas interrelações químicas dos processos metabólicos da colza. Os pesquisadores já mapearam e incorporam ao modelo 572 reações bioquímicas, como elas interagem entre si e como essas reações estão agrupadas na planta em nível subcelular. Dessa forma eles podem descobrir como ativar caminhos metabólicos específicos para chegar a sementes mais ricas em óleo.

Segundo o biólogo Jörg Schwender explicou ao portal especializado em ciências Phys.org, isso provavelmente envolveria sacrificar parte do conteúdo proteico da semente. "A planta ‘pagaria’ o custo adicional de produzir mais óleo reduzindo seu investimento em proteínas”.

Até agora, técnicas tradicionais como a seleção de cultivares e a engenharia genética tem tido sucesso limitado em ativar esse processo de troca, justamente porque envolvem várias centenas de processo metabólicos interrelacionados. Além disso, tem sido difícil para a comunidade científica descobrir quais deles manipular para alcançar os resultados desejados. O uso de um modelo computacional pouparia o trabalho de tatear até encontrar a combinação certa.

“Nosso maior objetivo é chegar a um grupo pequeno de enzimas que tem o maior impacto sobre o balanço entre óleo e proteína”, diz o biólogo. Das mais de 500 reações mapeadas, já foram identificadas 149 que afetam a produção de proteínas e 116 que afetam a de óleo. Também foi possível uma avaliação para saber quais desses processos geram melhores respostas quando estimulados. “Isso nos permite identificar possíveis alvos para manipulação genética”, pontua Schwender.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Plant Physiology.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações: Phys.org