Técnica desenvolvida por cientistas de Singapura pode ser aplicada em soja, canola e girassol
Uma nova técnica de engenharia genética que está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade Tecnológica Nanyang (NTU), em Singapura, pode tornar algumas das principais oleaginosas do mundo ainda mais produtivas. Testes em escala de laboratório mostraram um aumento de até 15% na produção de óleos dos grãos de soja, canola e girassol
Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) esses grãos são – nessa ordem – a segunda, terceira e quarta maiores fontes de óleo vegetal do mundo com uma produção combinada de 105,5 milhões de toneladas. Se essa nova técnica puder ser implementada com sucesso, a seria possível aumentar a oferta de óleo vegetal em 15,8 milhões de toneladas.
Uma nova técnica de engenharia genética que está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade Tecnológica Nanyang (NTU), em Singapura, pode tornar algumas das principais oleaginosas do mundo ainda mais produtivas. Testes em escala de laboratório mostraram um aumento de até 15% na produção de óleos dos grãos de soja, canola e girassol
Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) esses grãos são – nessa ordem – a segunda, terceira e quarta maiores fontes de óleo vegetal do mundo com uma produção combinada de 105,5 milhões de toneladas. Se essa nova técnica puder ser implementada com sucesso, a seria possível aumentar a oferta de óleo vegetal em 15,8 milhões de toneladas.
Pesquisadores liderados pelo professor assistente da Escola de Ciências Biológicas da NTU Wei Ma modificaram uma proteína chamada WRI1 que regula a produção de óleos dessas plantas levando a um aumento de seu acúmulo nos grãos. Outros times de cientistas já tinham tentado elevar a quantidade dessa proteína nas plantas – a chamada superexpressão – mas tiveram resultados pouco consistentes.
O método desenvolvido pela equipe da NTU encontrou uma forma de estabilizar a WRI1 e elevar sua interação com outras proteínas
Segundo o cientista, a popularização dos biocombustíveis vem pressionando a demanda por óleos vegetais. “A demanda global por óleos vegetais está aumentando rapidamente e deverá dobrar até 2030. Aumentar a produção de óleos de algumas culturas agrícolas é fundamental para um futuro mais verde”, disse.
Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Plant Signaling & Behavior. A equipe do professor Ma já iniciou o processo para patentear a descoberta e está em busca de parceiros para seguir com seu desenvolvimento comercial.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com