O mix de matérias-primas da indústria brasileira de biodiesel continua em franca transição nesse começo de 2017. Segundo a edição mais recente do Boletim Mensal do Biodiesel da ANP, no mês de janeiro, praticamente um quinto – 19,6% – de todo o biodiesel fabricado no país foi feito a partir óleos e gorduras diferentes do de soja e de sebo bovino. Esse resultado acelera um processo que já vem se desenrolando desde o ano passado.
O mix de matérias-primas da indústria brasileira de biodiesel continua em franca transição nesse começo de 2017. Segundo a edição mais recente do Boletim Mensal do Biodiesel da ANP, no mês de janeiro, praticamente um quinto – 19,6% – de todo o biodiesel fabricado no país foi feito a partir óleos e gorduras diferentes do de soja e de sebo bovino. Esse resultado acelera um processo que já vem se desenrolando desde o ano passado.
Desde outubro de 2016, a fatia de biodiesel fabricado a partir de matérias-primas diferentes das duas mais utilizadas pela indústria vem batendo sucessivos recordes. Esse também é o quarto mês seguido em que a participação registra a dois dígitos.
O grande destaque vem da categoria “outros materiais graxos” que obteve mais de 10,7% do mercado ficando com a terceira maior fatia do mercado no mês. Foram 27,4 milhões de litros fabricados no período. Em relação a janeiro de 2016, os números se multiplicaram por quatro vezes.
Esse foi um resultado puxado principalmente pela região Centro-Oeste onde os outros materiais graxos representaram 20% da produção das usinas.
O problema é que não é possível saber que tipo de matéria-prima é essa. É de origem animal ou vegetal? É uma matéria-prima com origem alternativa ou vem de algum derivado industrial do óleo de soja? Impossível responder essas questões com base nas informações que a ANP fornece.
Surpresas
Essa está longe de ser o único bom resultado para uma matéria-prima minoritária no mês de janeiro.
A gordura de porco se isolou na quarta colocação do mercado com uma participação de 3,7%. Foram mais de 9,5 milhões de litros. Esse também é um volume recorde para um tipo de gordura que, antes do ano passado, raramente conseguia superar a barreira de um ponto percentual de participação no mercado.
Na Região Sul, a gordura de porto chegou a representar 9,7% do volume fabricado.
O errático óleo de palma também surpreendeu e abocanhou impressionantes 2,5% do mercado de biodiesel com 6,5 milhões de litros fabricados no período. Outro resultado inédito graças à demanda entre as usinas do Nordeste (19,5%) e do Sudeste (11,1%)
Além dessas, outros seis tipos de gorduras e óleos foram usados pela indústria em janeiro colocando em 9 o total de fontes utilizadas no primeiro mês de 2017.
Soja e sebo
O esse crescimento das matérias-primas alternativas está rearranjando o tabuleiro do setor com quedas robustas no espaço da soja e do sebo. Tradicionais campeã e vice do setor.
Em janeiro, por exemplo, temos a segunda menor proporção de óleo de soja já usada pelo setor com 64,8% – superior apenas a janeiro de 2009 que a soja representou 64,7% do biodiesel – esse o ápice de um processo de contração no uso da oleaginosa que já vem se desenvolvendo há cinco meses. Em janeiro de 2016, a soja teve mais de 72,2% do mercado.
Foram mais de 165,5 milhões de litros fabricados. Isso representa o equivalente em óleo ao esmagamento de 794,7 mil toneladas do grão.
O sebo também apresentou uma queda embora não tão dramática. Em janeiro 15,5% do biodiesel foi produzido a partir de gordura bovina o que representa 39,6 milhões de litros.
A gordura bovina representou 100% do biodiesel fabricado na Região Norte e mais de metade (52,3%) no Sudeste.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O mix de matérias-primas da indústria brasileira de biodiesel continua em franca transição nesse começo de 2017. Segundo a edição mais recente do Boletim Mensal do Biodiesel da ANP, no mês de janeiro, praticamente um quinto – 19,6% – de todo o biodiesel fabricado no país foi feito a partir óleos e gorduras diferentes do de soja e de sebo bovino. Esse resultado acelera um processo que já vem se desenrolando desde o ano passado.
Desde outubro de 2016, a fatia de biodiesel fabricado a partir de matérias-primas diferentes das duas mais utilizadas pela indústria vem batendo sucessivos recordes. Esse também é o quarto mês seguido em que a participação registra a dois dígitos.
O grande destaque vem da categoria “outros materiais graxos” que obteve mais de 10,7% do mercado ficando com a terceira maior fatia do mercado no mês. Foram 27,4 milhões de litros fabricados no período. Em relação a janeiro de 2016, os números se multiplicaram por quatro vezes.
Esse foi um resultado puxado principalmente pela região Centro-Oeste onde os outros materiais graxos representaram 20% da produção das usinas.
O problema é que não é possível saber que tipo de matéria-prima é essa. É de origem animal ou vegetal? É uma matéria-prima com origem alternativa ou vem de algum derivado industrial do óleo de soja? Impossível responder essas questões com base nas informações que a ANP fornece.
Surpresas
Essa está longe de ser o único bom resultado para uma matéria-prima minoritária no mês de janeiro.
A gordura de porco se isolou na quarta colocação do mercado com uma participação de 3,7%. Foram mais de 9,5 milhões de litros. Esse também é um volume recorde para um tipo de gordura que, antes do ano passado, raramente conseguia superar a barreira de um ponto percentual de participação no mercado.
Na Região Sul, a gordura de porto chegou a representar 9,7% do volume fabricado.
O errático óleo de palma também surpreendeu e abocanhou impressionantes 2,5% do mercado de biodiesel com 6,5 milhões de litros fabricados no período. Outro resultado inédito graças à demanda entre as usinas do Nordeste (19,5%) e do Sudeste (11,1%)
Além dessas, outros seis tipos de gorduras e óleos foram usados pela indústria em janeiro colocando em 9 o total de fontes utilizadas no primeiro mês de 2017.
Soja e sebo
O esse crescimento das matérias-primas alternativas está rearranjando o tabuleiro do setor com quedas robustas no espaço da soja e do sebo. Tradicionais campeã e vice do setor.
Em janeiro, por exemplo, temos a segunda menor proporção de óleo de soja já usada pelo setor com 64,8% – superior apenas a janeiro de 2009 que a soja representou 64,7% do biodiesel – esse o ápice de um processo de contração no uso da oleaginosa que já vem se desenvolvendo há cinco meses. Em janeiro de 2016, a soja teve mais de 72,2% do mercado.
Foram mais de 165,5 milhões de litros fabricados. Isso representa o equivalente em óleo ao esmagamento de 794,7 mil toneladas do grão.
O sebo também apresentou uma queda embora não tão dramática. Em janeiro 15,5% do biodiesel foi produzido a partir de gordura bovina o que representa 39,6 milhões de litros.
A gordura bovina representou 100% do biodiesel fabricado na Região Norte e mais de metade (52,3%) no Sudeste.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com