Soja

Soja atinge o menor preço em Chicago desde setembro de 2018


Agência Safras - 24 abr 2019 - 08:59

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais baixos. A fraca demanda chinesa pela soja americana colocou o contrato julho no menor patamar desde 19 de setembro.

Dados mais recentes indicam que o esmagamento de soja na China recuou 6,5%, reflexo da menor demanda por farelo de soja, consequência do surto de peste suína africana que atingiu o rebanho daquele país asiático.

A situação fundamental se agrava com a falta de novidades sobre as negociações entre China e Estados Unidos em busca de um acordo comercial. Pelo lado da oferta, a ampla disponibilidade, com safra cheia na América do Sul, completa o quadro negativo.

O atraso no plantio do milho nos Estados Unidos também indica ao mercado que a área a ser cultivada com soja poderá ser maior do que a apontada anteriormente.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 15,00 centavos de dólar por libra-peso ou 1,71%, a US$ 8,62 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 8,75 1/2 por bushel, com baixa de 15,25 centavos de dólar por libra-peso ou 1,71%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 1,50 ou 0,49%, sendo negociada a US$ 301,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 28,06 centavos de dólar, com perda de 0,64 centavo ou 2,22%.

No Brasil

O mercado brasileiro de soja teve também teve um dia de baixas, reflexo do que ocorreu em Chicago. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 71,50 para R$ 71,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 71,50 para R$ 70,50. No porto de Paranaguá (PR), a saca baixou de R$ 76,80 para R$ 75,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 68,50 para R$ 68,00. Em Dourados (MS), a cotação recuou de R$ 69,00 para R$ 68,00. Em Rio Verde (GO), a saca baixou de R$ 69,00 para R$ 67,00.