Preço da soja sobe no Com com demanda forte e valorização do dólar
A semana começou com mais uma alta para o preço da soja no Brasil, com as cotações ajudadas pela demanda forte do grão nacional e pela valorização do dólar em relação ao real. Nesta segunda-feira (6/7), o indicador Cepea/Esalq, baseado nos negócios realizados no Porto de Paranaguá, registrou a cotação de R$ 139,01 a saca de 60 quilos, uma alta de 4,06% desde o início de julho.
Das 38 praças monitoradas pela consultoria AgRural, 33 registraram altas nas cotações nesta segunda-feira, enquanto as demais tiveram estabilidade em relação à sexta-feira (3/6). Em Sorriso (MT) e em Dourados (MS), a saca apresentava o preço de R$ 118. Em Passo Fundo (RS), a cotação era de R$ 130, enquanto em Ponta Grossa (PR) estava em R$ 133. Já em Rio Verde (GO) e Balsas (MA), a cotação era de R$ 122 a saca.
O avanço no país acompanhou a alta nas cotações internacionais. Na Bolsa de Chicago, os contratos para agosto subiram 4,46%, a US$ 11,8225 o bushel, impulsionados pela volatilidade com a volta do feriado da Independência dos Estados Unidos, o clima quente no Hemisfério Norte e a possibilidade de aumento na demanda chinesa.
“O mercado volta a ter rumores de que a China está olhando para os produtos dos Estados Unidos”, disse Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a demanda por soja no Brasil permaneceu aquecida ao longo de junho e vem ganhando ainda mais força neste início de julho. Esse cenário se deve sobretudo à valorização recente do dólar em relação ao real. Esse movimento aumenta a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, eleva os prêmios de exportação e estimula a comercialização antecipada.
Diante disso, os preços domésticos da soja em grão estão avançando, apesar das limitações impostas pela menor disponibilidade de cotas portuárias para embarques imediatos.
O Cepea observa, inclusive, que o maior interesse dos importadores pela soja brasileira tem resultado em negócios para embarques do grão em novembro. Na temporada passada, esses negócios começaram apenas em agosto e, ainda assim, já eram considerados antecipados pelo mercado. Em 2026, portanto, a comercialização avança em ritmo ainda mais acelerado.
Marcelo Beledeli – Globo Rural

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