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Commodities: Soja e milho fecham o dia em alta em Chicago


BiodieselBR.com - 14 jul 2021 - 10:42

Dados que indicaram estabilidade na condição das lavouras americanas puxaram para cima as cotações de soja e milho na bolsa de Chicago nesta terça-feira. De certa forma, os números surpreenderam o mercado, uma vez que as chuvas da última semana poderiam ter melhorado a situação das plantações.

Em relatório divulgado após o fechamento do pregão desta segunda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou a fatia das áreas de soja em boas ou excelentes condições permaneceu em 59%, o mesmo da semana anterior. Já as lavouras de milho em excelentes ou boas condições são 65% do total, 1 ponto percentual acima do registrado uma semana antes.

A soja fechou a sessão com leve alta. O contrato para novembro, atualmente o mais negociado, subiu 0,11% (1,50 centavo de dólar), a US$ 13,5175 o bushel. Na segunda posição, agosto, a alta foi de 0,75% (10,50 centavos de dólar), a US$ 14,1475 o bushel.

Avanço à parte, o mercado também começa a analisar alguns “recados” trazidos pelo último relatório do USDA sobre oferta e demanda global em 2021/22, divulgado na tarde desta segunda. O principal é a desaceleração do apetite chinês. A expectativa de importação da China para 2020/21 caiu de 100 milhões de toneladas para 98 milhões de toneladas. A previsão para 2021/22, por sua vez, passou de 103 milhões de toneladas para 102 milhões de toneladas.

“O que tem deixado o USDA cada vez mais cauteloso em suas projeções para as importações chinesas é provavelmente o fato de as margens de processamento não estarem tão atraentes na China quanto no início do ano. Isso se deve à queda nos preços da carne suína, ocorrida com o aumento dos abates (por causa do medo de outro grande surto de peste suína africana) e das importações”, disse o Commerzbank, em relatório.

Os futuros do milho para dezembro, os de maior liquidez no momento, avançaram 1,45% (7,75 centavos de dólar) nesta terça, a US$ 5,4075 o bushel. No vencimento de segunda posição, para setembro, a alta foi de 1,10% (6 centavos de dólar), a US$ 5,5125 o bushel.

Nas negociações do cereal, também há preocupação com a quebra da safrinha brasileira. Na semana passada, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e também algumas consultorias diminuíram suas estimativas de produção no país. Além disso, a colheita segue atrasada no Brasil em função de problemas ocorridos na safra de verão.

Nas negociações do trigo, o dia foi de quedas. O contrato para setembro, hoje o mais negociado, recuou 1,09% (7 centavos de dólar), a US$ 6,3375 o bushel.

O cereal acabou não resistindo a uma pressão por realização de lucros. Isso ocorreu porque, a despeito de o USDA reduzir sua estimativa para a safra americana, a colheita em outros grandes produtores, como Rússia e Ucrânia, ainda indica oferta confortável no mundo.

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