Soja

CME planeja lançar futuros de soja no Brasil na B3, afirmam fontes


Bloomberg - 14 nov 2019 - 09:19

O CME Group planeja iniciar a negociação de futuros da soja brasileira com a B3, oferecendo aos operadores uma nova ferramenta de hedge, já que a guerra comercial entre EUA e China interrompe o fluxo global de grãos, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

O contrato para a soja carregada no porto de Santos, o maior do Brasil, seria liquidado em dinheiro, segundo as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque o plano não foi anunciado. Os futuros serão baseados em avaliações de uma agência de relatórios de preços, provavelmente a S&P Global Platts, disseram as pessoas.

O Brasil se tornou uma potência na soja e ultrapassou os EUA como o principal exportador na safra 2012/13. Seu domínio cresceu no ano passado, com a briga comercial entre EUA e China levando os compradores chineses a buscar a oferta do país.

As oscilações de preços também aumentaram a necessidade de novas ferramentas de hedge, já que os futuros negociados em Chicago são para grãos entregues nos EUA. B3 e CME preferiram não comentar.

O CME, que também oferece futuros de milho e trigo, havia confirmado anteriormente que estava considerando iniciar um contrato de soja no Brasil.
Em maio, o CEO Terry Duffy disse que a bolsa estava trabalhando no desenvolvimento de ferramentas de gerenciamento de riscos para o mercado brasileiro e que ele queria garantir que mudanças nos fluxos comerciais não distorcessem os preços.

O contrato de soja estenderia o conjunto de produtos liquidados em dinheiro do CME, que também inclui trigo do Mar Negro, milho e óleo de girassol ucraniano.

Os contratos liquidados em dinheiro estão ganhando popularidade à medida que a agricultura segue o caminho dos mercados de energia, onde milhares de contratos já se baseiam em avaliações de agências de relatórios de preços.