Volume exportado recuou cerca de 10% em relação ao que foi registrado em 2022
Mesmo com o retorno ao B12 em abril passado, o Brasil continuou como um grande exportador de óleo de soja ao longo de 2023. No total, foram embarcados para fora do país um pouco menos de 2,34 milhões de toneladas, de acordo com o acompanhamento do mercado realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esse volume final é 10% menor do que o apurado ao longo do ano passado.
Esse óleo todo equivale a 12,3 milhões de toneladas de soja esmagada.
Em 2022, o mercado externo se tonou a rota mais natural para que as esmagadoras brasileiras conseguissem desaguar a parcela de sua produção de óleo que o mercado de biodiesel não estava mais dando conta de absorver em função do corte na mistura obrigatória determinado pelo governo Bolsonaro. Isso fez com que o Brasil exportasse o segundo maior volume de óleo de soja de toda sua história.
Mesmo com o retorno ao B12 em abril passado, o Brasil continuou como um grande exportador de óleo de soja ao longo de 2023. No total, foram embarcados para fora do país um pouco menos de 2,34 milhões de toneladas, de acordo com o acompanhamento do mercado realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esse volume final é 10% menor do que o apurado ao longo do ano passado.
Esse óleo todo equivale a 12,3 milhões de toneladas de soja esmagada.
Em 2022, o mercado externo se tonou a rota mais natural para que as esmagadoras brasileiras conseguissem desaguar a parcela de sua produção de óleo que o mercado de biodiesel não estava mais dando conta de absorver em função do corte na mistura obrigatória determinado pelo governo Bolsonaro. Isso fez com que o Brasil exportasse o segundo maior volume de óleo de soja de toda sua história.
Com a produção de biodiesel deste ano se encaminhando para as imediações dos 7,5 milhões de m³ – cerca de 20% maior do que em 2022 – a perda nesse ímpeto chega a ser suave. Em parte, essa resiliência se explica pelo aumento da atividade da indústria de esmagamento que, segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), processou 53,6 milhões de toneladas de soja em 2023 o que irrigou o país com cerca de 10,8 milhões de toneladas de óleo; mais que o suficiente para abastecer as usinas brasileiras e os exportadores.
Demanda indiana
A Índia foi o principal fator para a queda nas vendas do óleo de soja brasileiro. País mais populoso – e maior mercado de óleos vegetais – do mundo, a Índia reduziu as compras do produto em 23,3% este ano. No total, 1,23 milhão de toneladas de óleo brasileiro, cerca de 374,1 mil toneladas a menos do que em 2022.
O Irã também pisou no freio com força este ano e simplesmente zerou as importações de óleo brasileiro. Isso depois de ter importado 127,7 mil toneladas o que lhe rendeu a quarta posição no ranking de maiores compradores de nosso produto em 2022.
Apesar do volume menor, o óleo de soja brasileiro chegou a 88 países diferentes em 2023, Brasil. São quatro destinos a mais do que em 2022. O porto de Paranaguá, no Paraná, foi a principal rota de saída do produto nacional com mais de 1,34 milhão de toneladas exportadas.
Ganhos menores
Além da disputa com o mercado de biodiesel, o mercado internacional de óleo ficou comercialmente menos atrativo do que em 2022. Na média, os vendedores nacionais receberam US$ 1.075,41 por cada tonelada do derivado da soja exportada no ano passado; contração de mais de 28% em relação ao preço médio do ciclo anterior.
A esses preços, o óleo de soja exportado garantiu a entrada de US$ 2,51 bilhões na economia do Brasil, o que dá uma contração de quase 36% sobre o apurado de 2022.
Exportações de sebo em alta
Apesar das usinas estarem segurando mais óleo de soja no mercado interno, o mesmo não vem acontecendo com outra matéria-prima importante para o setor: o sebo bovino. A balança comercial aponta que, em 2023, foram exportadas perto de 246 mil toneladas do coproduto da indústria de proteínas animais; mais do que triplicando o recorde de 81,3 mil toneladas que havia sido fixado apenas um ano antes.
As exportações de sebo renderam perto de US$ 304 milhões para o país. Em média, cada toneladas de gordura animal exportada rendeu US$ 1.236,86.
Os Estados Unidos foram – de longe – os maiores compradores de sebo bovino do Brasil com mais de 89,2% de share. As importações dos EUA dispararam quase 350% em apenas um ano indo de 62,8 mil toneladas em 2022 para 219,2 mil toneladas agora.
Segundo a Agência Argus, a demanda por matérias-primas alternativas pelo mercado de diesel verde tem sido a locomotiva deste movimento. Com a capacidade produtiva norte-americana chegando 10,7 milhões de toneladas e mais 4,2 milhões de toneladas a caminho, os fabricantes de biocombustíveis avançados dos EUA tem buscado expandir suas fontes de óleos e gorduras.
Segundo a Administração de Informação de Energia (EIA), o mercado de biocombustíveis norte-americano consumiu 1,4 milhão de toneladas de sebo bovino até outubro de 2023.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com