Maior refinaria de petróleo do mundo investe em microalgas
A maior refinaria de petróleo do mundo, em Jamnagar (Índia), implantou uma unidade de microaltas para mitigar as emissões de CO2.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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A startup norte-americana de microalgas Algenol e a gigante do indiana do petróleo Reliance Industries estão juntando forças num projeto que vai usar a microalgas para neutralizar parte das emissões de CO2 da refinaria de Jamnagar. Com capacidade para processar 668 mil barris de petróleo por dia, a planta é a maior de seu tipo do planeta.
A startup norte-americana de microalgas Algenol e a gigante do indiana do petróleo Reliance Industries estão juntando forças num projeto que vai usar a microalgas para neutralizar parte das emissões de CO2 da refinaria de Jamnagar. Com capacidade para processar 668 mil barris de petróleo por dia, a planta é a maior de seu tipo do planeta.
Para dar ideia do que esse volume representa, basta dizer que a maior refinaria brasileira, a de Paulínia, tem capacidade de processamento de 415 mil barris por dia.
O projeto demonstrativo foi completado em novembro já está em plena atividade. Ele vai usar a tecnologia da Algenol para capturar parte das emissões de gás carbônico geradas durante a operação da refinaria e direcioná-los para alimentar as microalgas. Segundo as empresas várias rodadas de teste já forma completadas com a produção de bateladas de microalgas.
Posteriormente, a biomassa produzida será convertida em biocombustíveis de 2ª geração. Segundo a Algenol, cada tonelada de CO2 capturado pode ser transformado em 545 litros de biocombustíveis – 85% do gás carbônico capturado pode ser transferido para os produtos finais.
Por enquanto, o projeto demonstrativo na Índia só vai produzir biomassa. Para tanto foram instaladas 400 fotobiorreatores. “O que queremos demonstrar nesse momento é que podemos desenhar e construir na Índia e treinar funcionários [de nosso parceiro] para que eles possam operar a usina por conta própria. Acredito que tivemos sucesso nisso”, explica o CEO da Algenol, Paul Woods.
O próximo passo seria adaptar a usina para a fabricação de biocombustíveis. A tecnologia da Algenol é capaz de transformar a biomassa de algas em etanol, gasolina, diesel e bioquerosene. A empresa alega que sua tecnologia é capaz de produzir mais e 70 mil litros de biocombustíveis por ano para cada hectare de fotobiorreatores instalado.
Além disso, a variedade de algas usada pela empresa é de alga salgada o que reduz evita a competição por fontes de água doce.
A Reliance é uma das maiores investidoras da Algenol. O grupo indústria indiano já colocou mais de US$ 93,5 milhões em sua parceira norte-americana desde meados de 2011.