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Malásia prepara queixa na OMC contra política de biocombustíveis da UE

Nova diretiva de energias renováveis do bloco europeu impôs limites ao consumo de óleo de palma pelo mercado de biocombustíveis

BiodieselBR.com 2 min de leitura

O governo da Malásia voltou a ameaçar levar sua disputa com a União Europeia (UE) para a Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo maior produtor mundial de óleo de palma, o país asiático está insatisfeito com a decisão do bloco europeu de limitar o consumo da commodity no mercado de biocombustíveis.

Segundo o vice-ministro de Commodities, Willie Mongin, o governo de Kuala Lumpur está “firme [na decisão de] iniciar uma ação legal contra a UE por sua discriminação do óleo de palma malaio”.

O governo da Malásia voltou a ameaçar levar sua disputa com a União Europeia (UE) para a Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo maior produtor mundial de óleo de palma, o país asiático está insatisfeito com a decisão do bloco europeu de limitar o consumo da commodity no mercado de biocombustíveis.

Segundo o vice-ministro de Commodities, Willie Mongin, o governo de Kuala Lumpur está “firme [na decisão de] iniciar uma ação legal contra a UE por sua discriminação do óleo de palma malaio”.

No ano passado, os países do bloco passaram a excluir os biocombustíveis que tivessem risco de desmatamento “elevado” das contas das metas de energias renováveis. Na prática, isso deixa o óleo da Malásia de fora de um mercado que, em 2018, consumiu praticamente 17,4 bilhões de litros

São considerados de como alto risco os biocombustíveis que tirem nota superior a 10% atribuída pela UE. Enquanto o biodiesel de soja tem nota equivalente a 8%, o feito com palma chega a 45%.

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na atual temporada agrícola a Malásia deverá produzir 18,5 milhões de toneladas de óleo de palma. Isso equivale a aproximadamente um quarto da produção mundial de 72,3 milhões de toneladas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Reuters

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