País só deve lançar o B40 no próximo ano, mas já se prepara para dar o próximo passo
A Indonésia segue apostando no biodiesel de forma agressiva. O país asiático tornou o B35 obrigatório há cerca de um ano e meio e está se preparando para lançar o B40 no próximo ano. Ainda assim, Jacarta não está satisfeita e já começou a testar o B50.
O novo aumento da mistura faz parte do plano de governo de Prabowo Subianto, que deverá substituir Joko Widodo na presidência do país a partir de outubro. A redução das importações de derivados de petróleo fazia parte da plataforma de campanha de Subianto, embora o candidato não tenha se comprometido com um cronograma.
Para antecipar a mudança, contudo, o atual governo já vem conduzindo testes de bancada com a nova mistura. A informação foi confirmada à Reuters pela diretora de energias renováveis do Ministério de Energia, Eniya Listiani Dewi, que acrescentou que a realização de testes rodoviários estava sendo preparada.
Mais capacidade produtiva
Para tirar os planos do futuro governo do papel, contudo, a indústria terá que investir para aumentar sua capacidade produtiva. Um mapeamento divulgado pela Associação dos Produtores de Biocombustível da Indonésia (Aprobi) no final de 2022 mostrava que o parque produtivo indonésio contava com 25 usinas ativas que, juntas, podiam fabricar 16,6 milhões de m³ por ano.
A Indonésia segue apostando no biodiesel de forma agressiva. O país asiático tornou o B35 obrigatório há cerca de um ano e meio e está se preparando para lançar o B40 no próximo ano. Ainda assim, Jacarta não está satisfeita e já começou a testar o B50.
O novo aumento da mistura faz parte do plano de governo de Prabowo Subianto, que deverá substituir Joko Widodo na presidência do país a partir de outubro. A redução das importações de derivados de petróleo fazia parte da plataforma de campanha de Subianto, embora o candidato não tenha se comprometido com um cronograma.
Para antecipar a mudança, contudo, o atual governo já vem conduzindo testes de bancada com a nova mistura. A informação foi confirmada à Reuters pela diretora de energias renováveis do Ministério de Energia, Eniya Listiani Dewi, que acrescentou que uma série de testes rodoviários está sendo preparada pelo Ministério da Agricultura.
Mais capacidade produtiva
Para tirar os planos do futuro governo do papel, contudo, a indústria terá que investir para aumentar sua capacidade produtiva. Um mapeamento divulgado pela Associação dos Produtores de Biocombustível da Indonésia (Aprobi) no final de 2022 mostrava que o parque produtivo indonésio contava com 25 usinas ativas que, juntas, podiam fabricar 16,6 milhões de m³ por ano.
O mercado contava ainda com 7 plantas em construção/ampliação que iriam agregar mais 3,91 milhões de m³ em capacidade. Isso traria o total para perto de 20,6 milhões de m³ até 2024.
Para fins de comparação, o parque produtivo do Brasil conta com 58 usinas ativas e 14,5 milhões de m³ de capacidade instalada.
Com a adoção do B35 no último ano, a produção de biodiesel da Indonésia atingiu a marca de 13,1 milhões de m³. A expectativa é que a adoção do B40 eleve a demanda para 16 milhões de m³.
Deixando de lado qualquer outro fator e calculando o crescimento da demanda apenas em função do mandato, a chegada do B50 faria o consumo ficar entre 19 e 20 milhões de m³ anuais.
Menos oferta global
Esse aumento no consumo doméstico deverá afetar o excedente exportável da Indonésia. Com cerca de 16,8 milhões de hectares plantados com palma-de-óleo, o país é o maior fornecedor global de óleos vegetais. Estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam para uma produção de 52,7 milhões de toneladas e exportações de 27,6 milhões de toneladas no atual ciclo agrícola.
De acordo com a Associação Indonésia do Óleo de Palma (GAPKI, na sigla original), o crescimento da produção de óleo de palma não tem conseguido acompanhar o ritmo de expansão da demanda interna. Isso tem levado a associação a defender que o B35 seja mantido e que novos aumentos de mistura só sejam implementados caso os ganhos com a exportação de óleo de palma sejam menores do que os custos para importar diesel fóssil.
A GAPKI também defende que o novo governo acelere programas que possam ampliar a produção nacional de óleo de palma, como o financiamento para o replantio de áreas de pequenos produtores.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Reuters, Antara e Biofuels International