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Segundo Carbio, produção das usinas argentinas caiu quase 40%

grafico exportacoes_argentinas_110613A produção de biodiesel na Argentina está em queda. Dados da Carbio indicam que, no primeiro trimestre de 2013, ela sofreu uma retração de 39,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
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A produção de biodiesel na Argentina está em queda. Dados da Carbio indicam que, no primeiro trimestre de 2013, ela sofreu uma retração de 39,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Dados da Argentina de Biocombustíveis (Carbio) indicam que a produção de biodiesel da Argentina está em queda livre. Durante o primeiro trimestre de 2013, a produção sofreu uma retração de 39,8% em relação a 2012 e e o consumo caiu 30%. O resultado é que a indústria argentina está utilizando apenas 40% de sua capacidade instalada.

Essa desaceleração brusca tem a redução nas exportações seu principal motivo. No primeiro trimestre de 2013, a Argentina exportou 254 mil toneladas de biodiesel, queda de 51,2% em relação ao mesmo período de 2012. A informação foi divulgada por uma empresa de consultoria do país, mostrando a situação dramática que vive o setor atualmente.

Segundo o relatório, a União Europeia (UE) representou 74,9% das compras do biodiesel argentino, 163,5 mil toneladas. Nos três primeiros meses, os principais destinos foram Espanha (42,4%), Países Baixos (21,8%), Perú (16,2%) e Estados Unidos (8,7%). Apesar disso, ao comparar com o ano passado, constata fortes quedas nas vendas à Espanha – 67,2% no valor e 64,2% na quantidade –, mas, por outro lado, um crescimento substancial (de 44,7%) das vendas aos Estados Unidos.

A demanda se retraiu principalmente por estar respondendo a uma investigação de dumping feita pela UE desde o ano passado e a perspectiva futura não é nada promissora – no final de maio a Comissão Europeia decidiu impor tarifas às importações de biodiesel do país sul-americano, o que deve dificultar ainda mais o cenário das vendas externas.

Para tentar reverter a situação, a Argentina fez uma reclamação formal contra a União Europeia na Organização Mundial do Comércio (OMC) caracterizando como protecionismo agressivo as medidas tomadas pelos países da UE. A iniciativa do governo argentino parece ter apoio do setor, inclusive com a Carbio expressando recentemente em nota “sua satisfação e total apoio à decisão do Governo Nacional que, pela Chancelaria Argentina, apresentou uma queixa à OMC por medidas protecionistas de alguns países da União Europeia, que restringem as exportações de biodiesel da Argentina para estes mercados”.

Patrícia Herman – BiodieselBR.com
Com informações Newsletter Carbio, Ambito Financiero
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