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Produção de biodiesel da Argentina cai a seu menor nível anual desde 2008

Em 2023, as usinas argentinas fabricaram menos da metade do biodiesel que haviam produzido um ano antes

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A indústria de biodiesel da Argentina já teve anos muito ruins antes, mas nenhum tão claramente desastroso quanto 2023. Segundo dados oficiais da Secretaria de Energia do Ministério da Economia do país vizinho, a quantidade de biodiesel fabricada pelas usinas argentinas derreteu impressionantes 56,5% de um ano para o outro.

No total, os argentinos produziram menos de 911,5 mil de metros cúbicos de biodiesel em 2023, fazendo desta a primeira vez que a produção anual ficou abaixo dos milhão de m³ desde 2008 – primeiro ano do histórico.

Esse resultado representa uma reversão completa – e espetacular – do processo de retomada que a indústria do país vinha experimentando nos dois anos anteriores. De 2020 até 2022, a produção argentina avançou 65% voltando a superar a barreira dos 2 milhões de m³ fabricados.

A indústria de biodiesel da Argentina já teve anos muito ruins antes, mas nenhum tão claramente desastroso quanto 2023. Segundo dados oficiais da Secretaria de Energia do Ministério da Economia do país vizinho, a quantidade de biodiesel fabricada pelas usinas argentinas derreteu impressionantes 56,5% de um ano para o outro.

No total, os argentinos produziram menos de 911,5 mil de metros cúbicos de biodiesel em 2023, fazendo desta a primeira vez que a produção anual ficou abaixo dos milhão de m³ desde 2008 – primeiro ano do histórico.

Esse resultado representa uma reversão completa – e espetacular – do processo de retomada que a indústria do país vinha experimentando nos dois anos anteriores. De 2020 até 2022, a produção argentina avançou 65% voltando a superar a barreira dos 2 milhões de m³ fabricados.

Freada nas exportações

O principal motivo dessa freada brusca foi a retração na demanda internacional para biocombustível fabricado na Argentina. Este ano, o país exportou apenas 312 milhares de m³ – menos de um quarto do volume que havia sido exportado um ano antes.

Foi um recorde pelas avessas. Nunca – nos 15 anos de dados compilados pela Casa Rosada – a Argentina havia exportado tão pouco biodiesel.

Embora as rusgas entre a Argentina e a UE estejam pacificadas desde que o começo de 2019, quando foi celebrado um acordo que garante uma cota e um preço mínimo para o produto, os embarques para o bloco europeu praticamente pararam.

Em apenas um ano, houve um recuo de mais de 78,6% nas vendas das usinas argentinas para a UE. De 1,35 milhão de m³ em 2022 para meros 290,1 mil m³ no último ano. O volume só não é menor do que o de 2016 quando a Argentina estava efetivamente banida do mercado europeu.

Com a queda no volume exportado, os ganhos para as usinas também foram do céu para o inferno. Do recorde de US$ 1,83 bilhão no em 2022 para menos de US$ 340 milhões em 2023 – o menor resultado do histórico.

Mercado interno em queda

Além da contração nas exportações, o mercado interno também viveu um mau momento com o consumo de biodiesel caindo cerca de 17,6% para 645,6 mil m³. Nesse caso, contudo, a demanda não se afastou substancialmente dos volumes que vinham sendo consumidos pelo país desde 2020.

Em 2021, um novo marco regulatório para reduziu a mistura obrigatória de biodiesel de 10% para 5%.

Quebra

Ao menos em parte o inferno astral da indústria Argentina pode ser explicado pela quebra na safra de soja do país na temporada 2022/23.

O país é o terceiro maior produtor de soja – atrás do Brasil e dos Estados Unidos – com uma produção que ronda a casa das 50 milhões de toneladas anuais. No ano passado, contudo, a produção do grão caiu para 25 milhões de toneladas o que levou a uma desaceleração de quase 30% no volume de soja processada pela indústria do país.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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