A indústria de biodiesel no país vizinho segue se recuperando depois do tombo que levou em 2020
A indústria de biodiesel da Argentina segue em recuperação. Segundo dados oficiais divulgados pela Secretaria de Energia do governo argentino, as usinas do país vizinho fabricaram um pouco mais de 2,09 milhões de m³. Esse volume é cerca de 10,8% superior ao do ano passado quando a produção argentina beirou os 1,89 milhão de m³.
O melhor ano para a indústria argentina foi em 2017 quando a produção beirou os 3,15 milhões de m³ de biodiesel. Naquele ano, nossos vizinhos chegaram a disputar a ameaçar a posição de vice-liderança do Brasil. Seis anos atrás, a produção nacional foi de 3,52 milhões de m³ de biodiesel.
De lá para cá, no entanto, a atividade das usinas da Argentina viveu maus bocados. Foram três anos seguidos de queda que culminaram com o desastre em 2020
A indústria de biodiesel da Argentina segue em recuperação. Segundo dados oficiais divulgados pela Secretaria de Energia do governo argentino, as usinas do país vizinho fabricaram um pouco mais de 2,09 milhões de m³. Esse volume é cerca de 10,8% superior ao do ano passado quando a produção argentina beirou os 1,89 milhão de m³.
Embora os números do setor ainda estejam distantes dos que costumavam ser em seu apogeu, a atividade do setor avançou substanciais 65% nos últimos dois anos.
O melhor ano para a indústria argentina foi em 2017 quando a produção beirou os 3,15 milhões de m³ de biodiesel. Naquele ano, nossos vizinhos chegaram a disputar a ameaçar a posição de vice-liderança do Brasil. Seis anos atrás, a produção nacional foi de 3,52 milhões de m³ de biodiesel.
De lá para cá, no entanto, a atividade das usinas da Argentina viveu maus bocados. Foram três anos seguidos de queda que culminaram com o desastre em 2020
Potência exportadora
Um dos motivos principais da derrocada argentina foi a excessiva dependência em relação ao mercado externo. No computo geral, as exportações respondem por 60% da produção do país.
Essa fonte de demanda praticamente secou no final de 2017 quanto os EUA – então seu maior cliente – passou a impor tarifas antidumping contra o produto argentino.
O golpe final veio com a política de isolamento social imposta para conter a pandemia do novo coronavírus. As quarentenas derrubaram o consumo de diesel e, consequentemente, a produção de biodiesel.
A retomada das exportações para a União Europeia, contudo, deu novo alento às usinas argentinas. Em 2021, as exportações de biodiesel voltaram a ganhar corpo. No ano passado, os embarques foram de 1,35 milhão de m³, número que não fica muito distante – queda de 2,6% – dos 1,39 milhão de m³ do período anterior.
E mesmo com o volume praticamente estável, os exportadores argentinos viram sua renda aumentar consideravelmente e atingir seu maior nível na história.
Segundo Buenos Aires, as exportações renderam US$ 1,84 bilhão – crescimento de mais de 25% sobre os US$ 1,46 bilhão de 2021.
Dependência
Praticamente todo o biodiesel exportado pela Argentina no ano passado teve a Holanda como seu destino. O país – uma das principais portas de entrada para o bloco europeu – recebeu 97,6% de todo o biocombustível originado pelo país sul-americano.
Um ano antes a participação da Holanda no total era menor do que 92,1%.
Além da manutenção das exportações, o mercado interno também foi mais convidativo para o biodiesel especialmente depois que Buenos Aires ampliou a mistura de 5% para 12,5% para reduzir sua dependência em relação ao diesel importado.
Isso fez com que a demanda doméstica aumentasse 63% em apenas um ano, chegando a 782,2 milhares de m³.
O aumento da mistura, contudo, era apenas temporário o que coloca em dúvida a longevidade da recuperação da indústria argentina.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com