
A produção de biodiesel da Argentina em 2013 apresentou uma queda de quase 29,8% em relação ao ano passado.
A produção de biodiesel da Argentina em 2013 não está se saindo nada bem. Até setembro, as usinas do país vizinho fabricaram pouco mais de 1,4 milhões de toneladas de biodiesel, uma queda de quase 29,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística y Censos (Indec) do governo argentino.
O resultado das exportações foi ainda mais sofrível. Em nove meses, os fabricantes argentinos embarcaram pouco menos de 760 mil toneladas. No ano anterior foram mais de 1,3 milhões de toneladas. Uma queda superior a 43,1%.
Essa redução já era esperada e pode se aprofundar ainda mais nos próximos meses. Em maio, a União Europeia (UE) começou a cobrar tarifas antidumping entre 7% e 11% contra o biodiesel argentino. No mês passado, a taxação se tornou definitiva e foi ampliada para 24,6%.
Nos últimos anos a Argentina se consolidou como o principal país exportador de biodiesel do mundo. Em 2010, as exportações do biocombustível corresponderam a 75% da produção do país. Embora a participação do mercado interno tenha aumentado, em 2012 as exportações ainda eram maioria – 63,4% da produção foi enviada para fora.
Para tentar compensar as perdas na Europa, o país anunciou essa semana planos para implementar o B10 tanto no mercado de transportes quanto no de geração de eletricidade. Hoje a mistura obrigatória é de 8%. No entanto, esse aumento deverá acontecer em duas etapa – B9 no ano que vem e B10 a partir de 2015.
Melhora
Nem todas as notícias no boletim do Indec são ruins. A produção argentina parece estar dando sinais de recuperação. Os números mensais vêm se recuperando desde maio. Setembro fechou com 225,1 mil toneladas o que faz dela o melhor resultado desde agosto de 2012.
Até as exportações vem ensaiando uma reação. O pior resultado das exportações foi, de longe, o de maio. Neste mês apenas 7,6 mil toneladas foram embarcadas para outros países – o nível mais baixo no histórico do Indec.
De lá para cá, os resultados melhoraram substancialmente até fecharam agosto com 178,1 mil toneladas exportadas. Apesar de ter registrado um novo recuo em setembro, para 121,6 mil toneladas, o resultado acima do que vinha sendo registrado este ano.
Ainda assim, as perspectivas são de piora a medida que os reflexos das novas tarifas impostas pela UE se tornem mais evidentes nos próximos meses.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com
A produção de biodiesel da Argentina em 2013 não está se saindo nada bem. Até setembro, as usinas do país vizinho fabricaram pouco mais de 1,4 milhões de toneladas de biodiesel, uma queda de quase 29,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística y Censos (Indec) do governo argentino.
O resultado das exportações foi ainda mais sofrível. Em nove meses, os fabricantes argentinos embarcaram pouco menos de 760 mil toneladas. No ano anterior foram mais de 1,3 milhões de toneladas. Uma queda superior a 43,1%.
Essa redução já era esperada e pode se aprofundar ainda mais nos próximos meses. Em maio, a União Europeia (UE) começou a cobrar tarifas antidumping entre 7% e 11% contra o biodiesel argentino. No mês passado, a taxação se tornou definitiva e foi ampliada para 24,6%.
Nos últimos anos a Argentina se consolidou como o principal país exportador de biodiesel do mundo. Em 2010, as exportações do biocombustível corresponderam a 75% da produção do país. Embora a participação do mercado interno tenha aumentado, em 2012 as exportações ainda eram maioria – 63,4% da produção foi enviada para fora.
Para tentar compensar as perdas na Europa, o país anunciou essa semana planos para implementar o B10 tanto no mercado de transportes quanto no de geração de eletricidade. Hoje a mistura obrigatória é de 8%. No entanto, esse aumento deverá acontecer em duas etapa – B9 no ano que vem e B10 a partir de 2015.
Melhora
Nem todas as notícias no boletim do Indec são ruins. A produção argentina parece estar dando sinais de recuperação. Os números mensais vêm se recuperando desde maio. Setembro fechou com 225,1 mil toneladas o que faz dela o melhor resultado desde agosto de 2012.
Até as exportações vem ensaiando uma reação. O pior resultado das exportações foi, de longe, o de maio. Neste mês apenas 7,6 mil toneladas foram embarcadas para outros países – o nível mais baixo no histórico do Indec.
De lá para cá, os resultados melhoraram substancialmente até fecharam agosto com 178,1 mil toneladas exportadas. Apesar de ter registrado um novo recuo em setembro, para 121,6 mil toneladas, o resultado acima do que vinha sendo registrado este ano.
Ainda assim, as perspectivas são de piora a medida que os reflexos das novas tarifas impostas pela UE se tornem mais evidentes nos próximos meses.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com