
Argentina vai contestar na OMC política espanhola que fecha o mercado de biodiesel à empresas com cotas determinadas por Madri.
Depois de protestar publicamente contra o fato da Espanha não ter incluído nenhum fabricante de argentino entre numa lista de empresas autorizados a vender biodiesel no país ibérico, o governo de Argentina prepara-se agora para adotar medidas concretas contra a resolução espanhola.
Em comunicado divulgado na semana passada, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Hector Timerman, avisou que irá recorrer a Organização Mundial de Comércio (OMC). Segundo Timerman, a restrição ao biodiesel argentino coloca 2 milhões de postos de trabalho em risco. A Espanha era o maior comprador individual de biodiesel do país vizinho.
Esta será mais uma frente de batalha para governo argentino que tenta reverter a má fase de sua indústria de biodiesel. Maior exportador do biocombustível do mundo, o país parece ter entrado no inferno astral. No final do mês passado, o país já havia anunciado que iria recorrer à OMC contra a decisão da União Europeia de importa tarifas antidumping contra as importações de biodiesel argentino.
Segundo dados do próprio governo, as exportações de biodiesel na Argentina já caíram 79% – de 164,8 mil toneladas contabilizadas em junho de 2012 para 35 mil toneladas embarcadas no mesmo mês este ano. Com a produção não foi diferente: a queda registrada foi de 37%.
Espanha
No começo do mês, o governo da Espanha definiu que apenas usinas com cotas – autorizadas pelo Ministério da Indústria, Energia e Turismo – poderiam vender biodiesel válido para o cumprimento das metas de uso de energias renováveis exigidas pela Diretiva de Energias Renováveis da UE. Embora, a rigor, empresas sem cotas ainda possam vender seu produto no mercado espanhol, na prática, o negócio se torna inviável.
A imensa maioria das empresas que receberam cotas são espanholas e o restante é de países da UE. Nenhuma empresa de fora do bloco obteve o aval.
YPF
Os governos de Madri e Buenos Aires vêm trocando farpas desde o ano passado 2012, quando a Argentina desapropriou a maioria das ações (51%) da petrolífera YPF, até então controlada pelo grupo espanhol Repsol.
Depois as relações entre os dois países ficaram estremecidas. Já naquela época, a Espanha tentou restringir as importações de biodiesel do país sul-americano. Contudo, teve que voltar atrás depois de uma queixa argentina na OMC.
Com informações Platts.com
Depois de protestar publicamente contra o fato da Espanha não ter incluído nenhum fabricante de argentino entre numa lista de empresas autorizados a vender biodiesel no país ibérico, o governo de Argentina prepara-se agora para adotar medidas concretas contra a resolução espanhola.
Em comunicado divulgado na semana passada, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Hector Timerman, avisou que irá recorrer a Organização Mundial de Comércio (OMC). Segundo Timerman, a restrição ao biodiesel argentino coloca 2 milhões de postos de trabalho em risco. A Espanha era o maior comprador individual de biodiesel do país vizinho.
Esta será mais uma frente de batalha para governo argentino que tenta reverter a má fase de sua indústria de biodiesel. Maior exportador do biocombustível do mundo, o país parece ter entrado no inferno astral. No final do mês passado, o país já havia anunciado que iria recorrer à OMC contra a decisão da União Europeia de importa tarifas antidumping contra as importações de biodiesel argentino.
Segundo dados do próprio governo, as exportações de biodiesel na Argentina já caíram 79% – de 164,8 mil toneladas contabilizadas em junho de 2012 para 35 mil toneladas embarcadas no mesmo mês este ano. Com a produção não foi diferente: a queda registrada foi de 37%.
Espanha
No começo do mês, o governo da Espanha definiu que apenas usinas com cotas – autorizadas pelo Ministério da Indústria, Energia e Turismo – poderiam vender biodiesel válido para o cumprimento das metas de uso de energias renováveis exigidas pela Diretiva de Energias Renováveis da UE. Embora, a rigor, empresas sem cotas ainda possam vender seu produto no mercado espanhol, na prática, o negócio se torna inviável.
A imensa maioria das empresas que receberam cotas são espanholas e o restante é de países da UE. Nenhuma empresa de fora do bloco obteve o aval.
YPF
Os governos de Madri e Buenos Aires vêm trocando farpas desde o ano passado 2012, quando a Argentina desapropriou a maioria das ações (51%) da petrolífera YPF, até então controlada pelo grupo espanhol Repsol.
Depois as relações entre os dois países ficaram estremecidas. Já naquela época, a Espanha tentou restringir as importações de biodiesel do país sul-americano. Contudo, teve que voltar atrás depois de uma queixa argentina na OMC.
Com informações Platts.com