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"Crambe" a grande aposta das pesquisas em Mato Grosso do Sul


Pantanal News - 22 ago 2007 - 15:51 - Última atualização em: 06 mar 2012 - 11:50

Dentre as várias espécies de oleaginosas que a “Fundação MS” está cultivando nos campos experimentais de Mato Grosso do Sul, objeto do convênio nº 004/2006 celebrado com a Superintendência Federal de Agricultura - SFA/MS, para produção de Biocombustíveis estão: o Nabo forrageiro, o Girassol, a Canola, Colza, Pinhão-manso e o Crambe. Este último vem merecendo destaque por parte dos pesquisadores por ser uma cultura de baixos custos, porém despertou pouco interesse para o cultivo, devido à produção de massa seca ser inferior ao Nabo Forrageiro. O estímulo à produção de Biodiesel ajudou a resgatar o interesse pelo Crambe, em virtude da sua superioridade em relação à soja e as demais cultivares na produção de óleos vegetais e por adaptar-se com facilidade ao plantio direto. As primeiras pesquisas da “Fundação MS” com o Crambe no estado iniciaram em 1995 no município de Maracaju/MS, sendo usadas posteriormente pelos agricultores da região como forrageira alternativa na rotação de culturas e cobertura de solos para o plantio direto no período de inverno.

Os campos demonstrativos da “Fundação MS”, referentes ao convênio com a SFA/MS, estão implantados na região Sul do Estado, mais especificamente nos municípios de Mundo Novo, Itaquiraí, Eldorado, Iguatemi e Japorã, e estão instalados em áreas com solos de boa fertilidade, clima e relevo altamente favoráveis ao desenvolvimento das pesquisas e atende a urgente necessidade regional de incrementar os planos de desenvolvimento e fortalecimento econômico dos municípios afetados pela aftosa, na Fronteira com o Paraguai.
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De acordo com o Fiscal Agropecuário Aldo Wagner Beraldo, do Serviço de Fiscalização Agropecuária (SEFAG/SFA/MS) as sementes do Crambe e do Pinhão-manso ainda não podem ser comercializadas devido à falta de registro dessas cultivares junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ( RENASEM e RNC), conforme determina o Regulamento Técnico Nacional de Proteção de Cultivares. Segundo Carlos Pitol Engenheiro Agrônomo e Pesquisador da Fundação MS, o bom desempenho do Crambe nos campos experimentais se deve ao baixo custo de produção, rusticidade, adaptabilidade fácil a solos eutróficos, resistência à seca, não exige novas máquinas e equipamentos para o seu cultivo e a facilidade de extração do óleo através de prensa/extrusora. Os custos de produção variam em torno de 250,00 Reais por hectare, com estimativas de produção em torno de 1,5 toneladas por hectare. Os dados obtidos com as análises feitas no laboratório da UNIDERP indicam produção média de 38% de teor total de óleo, podendo variar este índice, de acordo com as condições de clima e solo.

Orlando Baez

Tags: Crambe