Relançamento da Frente Parlamentar do Biodiesel sublinha evolução do setor nos últimos anos
Semana passada aconteceu o relançamento da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel que marcou o retorno do deputado federal Jerônimo Goergen à presidência. O evento aconteceu quase 8 anos depois da primeira frente parlamentar criada para o setor de biodiesel, e serviu para mostrar como – e quanto – o setor de biodiesel mudou nesse período.
Semana passada aconteceu o relançamento da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel que marcou o retorno do deputado federal Jerônimo Goergen à presidência. O evento aconteceu quase 8 anos depois da primeira frente parlamentar criada para o setor de biodiesel, e serviu para mostrar como – e quanto – o setor de biodiesel mudou nesse período.
O presidente da frente é o mesmo de 8 anos atrás, mas Jerônimo já não é mais um deputado federal de primeiro mandato. Essa é sua terceira legislatura e nas duas anteriores o deputado foi bastante ativo. Isso o tornou mais experiente e habilidoso na condução das propostas no Congresso.
Não foi só ele que mudou. O setor como um todo está mais maduro. O evento de lançamento da primeira frente parlamentar aconteceu com o setor rachado. Estavam presentes apenas duas associações que ficaram disputando o espaço para receber e conversar com as autoridades que chegavam. Dessa vez, no entanto, as três associações do setor estavam unidas e dividiram o palco e o salão de maneira cordial.
Essa união fez toda a diferença para a magnitude do evento. O público presente esse ano era muito maior que aquele visto 8 anos atrás. As autoridades presentes estavam também em maior número e peso político. As joias da coroa foram o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que discursaram mostrando seu apoio ao setor.
Há 8 anos a presença mais comemorada foi a do senador Delcídio Amaral – hoje mais famoso por sua delação premiada – que jantou na companhia dos representantes do setor sem mostrar grande satisfação em estar lá.
O mercado também é outro. A formação da primeira frente tinha como objetivo tirar o setor do B5 onde se encontrava empacado e dar uma perspectiva até o B10. Agora, o setor já tem o B10 e os passos para chegar ao B11, e depois até o B15, foram delineados durante o evento pelo ministro do MME.
A contribuição esperada pela frente parlamentar, dessa vez, é muito mais em manter a roda girando do que fazer colocar ela para funcionar.
O que ficou igual
Algumas coisas não mudaram. O Selo Combustível Social continua fazendo uma inclusão pífia.
Na esmagadora maioria dos casos, o Selo Social não passa de um programa de ajuda ao produtor de soja da Região Sul. Uma espécie de ‘bolsa família’ para agricultores do Sul. Ele falha em levar dinheiro àqueles que estão realmente em situação de fome, mas tem sucesso em garantir o apoio político daqueles que se beneficiam do Selo.
Se tudo correr como deve, ao final da atual legislatura, em 2022, o Brasil já estará usando pelo menos B14 e produzindo cerca de 9 bilhões de litros de biodiesel por ano. Por isso, o êxito da frente parlamentar será medido pelo quão pavimentado estará o caminho para o B20 quando o mandato da quarta Frente Parlamentar Mista do Biodiesel começar.
Miguel Angelo Vedana – BiodieselBR.com