Ninguém mais duvida da enorme oportunidade de negócios contida nos diferentes produtos energéticos provenientes da agroenergia, mormente do biodiesel. A questão agora é dimensionar o tamanho da oportunidade, que parece amplificar-se de tempos em tempos.
Expor o estado da arte e discutir os cenários futuros da Agroenergia é a missão a ser desenvolvida pelos prelecionistas da Conferencia Internacional de Agroenergia, que será realizada em Londrina, PR, entre 11 e 13 de dezembro próximos. Para tanto, foram convidados palestrantes de escol, que abordarão todos os aspectos tecnológicos e mercadológicos do grande negócio que é hoje a Agroenergia.
No caso do biodiesel, o Prof. Nivaldo Trama, presidente da Associação Brasileira de Biodiesel, é o palestrante convidado para expor os números que envolvem o mercado mundial de biodiesel. Perto deste grande mercado, os números domésticos do Brasil chegam a desaparecer. Enquanto falamos em consumir 2 bilhões de litros até 2012, chegando a 5 bilhões até 2020, o mundo já antecipa demanda superior a 140 bilhões de litros para o início da década de 20. Como produzir? Onde produzir? Com qual tecnologia? Com qual rentabilidade? Bem, são as respostas que vamos ouvir do Prof Nivaldo.
Como vamos ouvir outras personalidades mundiais, como o Prof. Alan Mc. Diarmid, Premio Nobel de Química de 2002 e o professor da Universidade da Pensilvânia. Ou do Prof. Ignacy Sachs, da Universidade de Paris, um dos maiores cientistas da atualidade. Também estarão presentes cientistas americanos, para explicar o que mais pode ser extraído das matérias primas agropecuárias, além do biodiesel, do etanol ou do biogás, que são os bioprodutos. Trata-se de substâncias de alto valor de mercado, que significam uma revolução dentro da revolução da agroenergia, e que tem o condão de viabilizar, em definitivo, esse novo segmento do agronegócio.
Não serão apenas cientistas estrangeiros, a prata da casa também estará presente. Pesquisadores da Embrapa estarão apresentando os sistemas de produção atualmente disponíveis e discorrendo sobre a tecnologia da próxima década. Já está ficando claro não apenas para os cientistas, mas, especialmente, para os empresários agrícolas, que não poderemos contar apenas com soja, mamona ou girassol para produzir óleo na próxima década. Vem aí a macaúba e o pinhão manso, entre outras plantas, que deverão fazer saltar o patamar de produtividade e de rentabilidade deste setor.
Na área de processamento, também estarão presentes professores, cientistas e fabricantes para discutir os avanços que serão necessários nas máquinas, equipamentos e nos novos produtos que sairão das fábricas, nos próximos anos.
Mas de onde vem a certeza de que a agroenergia se trata de um grande negócio? Este sentimento se encontra esparso em todos os segmentos do mercado, mas ganhou um novo impulso no dia 30 de outubro, quando o governo britânico liberou um documento conhecido como “Relatório Stern”. Sintomaticamente, o relatório foi encomendado pelo Departamento do Tesouro de Sua Majestade, e liderado pelo Vice-Ministro da área.
Partiu-se da premissa que o aquecimento global, causado pela queima de combustíveis fósseis é um fato. Logo, a missão de Sir Nicholas Stern foi mostrar quais alternativas o mundo terá para migrar para uma nova economia, de menor intensidade de emissão de carbono. Leia-se: biocombustíveis e bioprodutos. Sua conclusão final: o mundo precisará investir 1% do PIB anual, daqui até a eternidade, para mitigar os efeitos da desenfreada emissão de carbono dos últimos 50 anos, se não quiser extinguir metade das espécies vivas do planeta e obrigar a Humanidade a migrar para os pólos, para suportar o aumento de temperatura que se avizinha.
As conclusões do Relatório Stern serão debatidas durante a Conferencia Internacional de Agroenergia, uma vez que elas solidificam os cenários de expansão do mercado global de biocombustíveis, para os próximos anos. Entre outras, as suas conclusões apontam para a necessidade de se conservar energia, a qualquer preço; reduzir a taxa de crescimento das emissões de gás carbônico e outros gases de efeito estufa; aumentar a proporção de participação da energia renovável na matriz energética mundial.
Com o aval do Tesouro de Sua Majestade, através do Relatório Stern, sem dúvida o mercado de agroenergia se tornará mais previsível e menos volátil, conferindo maior segurança para os mercados. Com isto, transparecem com maior evidencia os diferenciais competitivos do Brasil, e a necessidade de capturarmos esta oportunidade que se amplifica, para que o Brasil possa se tornar o grande líder mundial da Agroenergia. Não para ostentarmos o troféu, mas para aumentarmos nossa taxa de crescimento, para atrairmos capitais internacionais, para expandirmos a produção, para aumentarmos a renda interna, para gerarmos mais empregos, para distribuirmos melhor a renda, para oferecermos oportunidades aos nossos jovens, reduzindo os riscos de que estes sejam atraídos para a marginalidade.
Décio Luiz Gazzoni é Engenheiro Agrônomo e colunista BiodieselBR.com e-mail: dgazzoni@cnpso.embrapa.br
Expor o estado da arte e discutir os cenários futuros da Agroenergia é a missão a ser desenvolvida pelos prelecionistas da Conferencia Internacional de Agroenergia, que será realizada em Londrina, PR, entre 11 e 13 de dezembro próximos. Para tanto, foram convidados palestrantes de escol, que abordarão todos os aspectos tecnológicos e mercadológicos do grande negócio que é hoje a Agroenergia.
No caso do biodiesel, o Prof. Nivaldo Trama, presidente da Associação Brasileira de Biodiesel, é o palestrante convidado para expor os números que envolvem o mercado mundial de biodiesel. Perto deste grande mercado, os números domésticos do Brasil chegam a desaparecer. Enquanto falamos em consumir 2 bilhões de litros até 2012, chegando a 5 bilhões até 2020, o mundo já antecipa demanda superior a 140 bilhões de litros para o início da década de 20. Como produzir? Onde produzir? Com qual tecnologia? Com qual rentabilidade? Bem, são as respostas que vamos ouvir do Prof Nivaldo.
Como vamos ouvir outras personalidades mundiais, como o Prof. Alan Mc. Diarmid, Premio Nobel de Química de 2002 e o professor da Universidade da Pensilvânia. Ou do Prof. Ignacy Sachs, da Universidade de Paris, um dos maiores cientistas da atualidade. Também estarão presentes cientistas americanos, para explicar o que mais pode ser extraído das matérias primas agropecuárias, além do biodiesel, do etanol ou do biogás, que são os bioprodutos. Trata-se de substâncias de alto valor de mercado, que significam uma revolução dentro da revolução da agroenergia, e que tem o condão de viabilizar, em definitivo, esse novo segmento do agronegócio.
Não serão apenas cientistas estrangeiros, a prata da casa também estará presente. Pesquisadores da Embrapa estarão apresentando os sistemas de produção atualmente disponíveis e discorrendo sobre a tecnologia da próxima década. Já está ficando claro não apenas para os cientistas, mas, especialmente, para os empresários agrícolas, que não poderemos contar apenas com soja, mamona ou girassol para produzir óleo na próxima década. Vem aí a macaúba e o pinhão manso, entre outras plantas, que deverão fazer saltar o patamar de produtividade e de rentabilidade deste setor.
Na área de processamento, também estarão presentes professores, cientistas e fabricantes para discutir os avanços que serão necessários nas máquinas, equipamentos e nos novos produtos que sairão das fábricas, nos próximos anos.
Mas de onde vem a certeza de que a agroenergia se trata de um grande negócio? Este sentimento se encontra esparso em todos os segmentos do mercado, mas ganhou um novo impulso no dia 30 de outubro, quando o governo britânico liberou um documento conhecido como “Relatório Stern”. Sintomaticamente, o relatório foi encomendado pelo Departamento do Tesouro de Sua Majestade, e liderado pelo Vice-Ministro da área.
Partiu-se da premissa que o aquecimento global, causado pela queima de combustíveis fósseis é um fato. Logo, a missão de Sir Nicholas Stern foi mostrar quais alternativas o mundo terá para migrar para uma nova economia, de menor intensidade de emissão de carbono. Leia-se: biocombustíveis e bioprodutos. Sua conclusão final: o mundo precisará investir 1% do PIB anual, daqui até a eternidade, para mitigar os efeitos da desenfreada emissão de carbono dos últimos 50 anos, se não quiser extinguir metade das espécies vivas do planeta e obrigar a Humanidade a migrar para os pólos, para suportar o aumento de temperatura que se avizinha.
As conclusões do Relatório Stern serão debatidas durante a Conferencia Internacional de Agroenergia, uma vez que elas solidificam os cenários de expansão do mercado global de biocombustíveis, para os próximos anos. Entre outras, as suas conclusões apontam para a necessidade de se conservar energia, a qualquer preço; reduzir a taxa de crescimento das emissões de gás carbônico e outros gases de efeito estufa; aumentar a proporção de participação da energia renovável na matriz energética mundial.
Com o aval do Tesouro de Sua Majestade, através do Relatório Stern, sem dúvida o mercado de agroenergia se tornará mais previsível e menos volátil, conferindo maior segurança para os mercados. Com isto, transparecem com maior evidencia os diferenciais competitivos do Brasil, e a necessidade de capturarmos esta oportunidade que se amplifica, para que o Brasil possa se tornar o grande líder mundial da Agroenergia. Não para ostentarmos o troféu, mas para aumentarmos nossa taxa de crescimento, para atrairmos capitais internacionais, para expandirmos a produção, para aumentarmos a renda interna, para gerarmos mais empregos, para distribuirmos melhor a renda, para oferecermos oportunidades aos nossos jovens, reduzindo os riscos de que estes sejam atraídos para a marginalidade.
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Sir Nicholas Stern é economista, membro da Academia Britânica de Ciências desde 1993, sendo membro honorário da Academia Americana de Ciências e Artes. Em 2004 ele foi designado Cavaleiro da Rainha. Stern foi Economista Chefe e Vice Presidente do Banco Mundial (2000-2003), posteriormente foi designado para o cargo de Secretário Permanente do Departamento de Tesouro da Inglaterra, além de Chefe do Serviço Econômico e da Comissão para a África, do governo inglês. Durante o ano de 2006, dedicou-se a analisar os impactos econômicos das Mudanças Climáticas Globais e as ações necessárias para sua mitigação, condensados no Relatório Stern.
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Décio Luiz Gazzoni é Engenheiro Agrônomo e colunista BiodieselBR.com e-mail: dgazzoni@cnpso.embrapa.br
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