Biodiesel

Petrobras: HBio economizará 1 bi de litros de diesel


Agência Estado e Reuters - 08 set 2006 - 19:27 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:22

O presidente em exercício da Petrobras, Paulo Roberto Costa, projetou hoje, em evento na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas (RS), que o processo produtivo de HBIO, desenvolvido pela estatal, irá reduzir a necessidade de importação de óleo diesel em 250 milhões de litros por ano em uma primeira fase, em 2007.

Em 2008 e 2009, a previsão da empresa é economizar 425 milhões de litros de diesel importado por ano. A partir de 2010, a expectativa da estatal é uma redução nas importações de diesel de 1 bilhão de litros por ano, disse Costa, que participou da solenidade de assinatura de liberação de R$ 852,6 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o projeto de ampliação da Refap.

O executivo informou que a Petrobras irá investir US$ 700 milhões nos próximos cinco anos em biocombustíveis e energias renováveis. O diretor técnico da Refap, Paulo Ricardo Azevedo, explicou que o HBIO é um processo desenvolvido pela Petrobras que transforma o óleo de origem não mineral em óleo diesel.

O diretor superintendente da Refap, Hildo Henz, anunciou que a refinaria irá testar, nos próximos dois meses, o uso de sebo bovino na produção do HBIO. "O HBIO e o biodiesel são projetos complementares que irão desenvolver o interior desse País continente", afirmou Costa, em discurso.

A Refap recebeu hoje a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acompanhou parte do teste com o HBIO. O procedimento começou ontem e deve ser concluído na próxima semana.

Nos testes, a refinaria irá testar vários índices de adição de óleos vegetais ao diesel. Para o procedimento, foi adquirido óleo vegetal de soja, mas a mistura pode usar outras oleaginosas, como mamona e dendê.

A obrigatoriedade de adição de biodiesel ao diesel de petróleo, na proporção de 2%, está prevista para vigorar em 2008. Além da Refap, o HBIO já passou por testes na Refinaria Gabriel Passos (MG) e na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (PR).

Agência Estado


Governo faz novo teste de HBio e quer exportar o processo

A Petrobras realizou nesta sexta-feira mais um teste industrial do HBio, combustível alternativo desenvolvido pela estatal, e o governo indicou que pretende levar essa e outras tecnologias de produção de biocombustíveis para outros países em desenvolvimento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, participaram do evento na refinaria Alberto Pasqualini (Refap), na região metropolitana de Porto Alegre, o terceiro teste industrial do HBio.

Lula não discursou, mas a ministra Dilma Rousseff afirmou que o HBio, juntamente com o biodiesel e o álcool combustível, formam um pilar de energia renovável, que coloca o país em situação de ser protagonista no setor.

Ela afirmou que o governo pretende levar as tecnologias, que reduzem a dependência do petróleo, para outros países.

"Não basta só o protagonismo do Brasil. É do nosso maior interesse que os países da América Latina, África e América Central também possam ter protagonismo nessa área", afirmou em discurso.

"Só tendo um conjunto de países produtores de biocombustíveis é que os elevaremos à categoria de commodity", acrescentou, referindo-se ao potencial de o produto poder ter um mercado global, com vários fornecedores e compradores.

O HBio foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisas da Petrobras e já passou por testes industriais nas refinarias Gabriel Passos (MG) e Presidente Getúlio Vargas (PR).

O novo processo utiliza óleo vegetal como insumo para a obtenção de óleo diesel, por meio da hidrogenação de uma mistura de óleo vegetal e óleo mineral.

Segundo a Petrobras, os testes já realizados confirmaram a viabilidade técnica e comercial do processo, que tem a vantagem sob o ponto de vista ambiental de reduzir o teor de enxofre no diesel.

A Petrobras estima que sua produção vai permitir ao Brasil reduzir as importações de óleo diesel, numa primeira fase, em cerca de 250 milhões de litros por ano.

Dilma salientou o aspecto de participação de pequenos produtores na produção de biocombustíveis, fator, segundo ela, de distribuição de riqueza.

A ministra disse que atualmente 205 mil famílias estão na cadeia produtiva do biodiesel no Brasil.

Reuters

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