Volume de soja exportado nos primeiros três meses do ano somaram 22,1 milhões de toneladas
Mesmo com uma safra de soja bem mais modesta do que esperava, o Brasil não está exatamente tirando o pé do acelerador nas exportações. Em março, os embarques do grão somaram 12,6 milhões de toneladas. Embora este sejam um resultado menor – 4,6% mais baixo do que no último ano – o volume segue linha com os apurados nos três anos anteriores.
Colado à média
De um modo geral, as exportações estão seguindo de perto a curva média dos últimos anos. Tipicamente, os embarques crescem de forma bastante acelerada ao longo do primeiro trimestre até atingirem o pico entre os meses de abril e maio.
Mesmo com uma safra de soja bem mais modesta do que esperava, o Brasil não está exatamente tirando o pé do acelerador nas exportações. Em março, os embarques do grão somaram 12,6 milhões de toneladas. Embora este sejam um resultado menor – 4,6% mais baixo do que no último ano – o volume segue linha com os apurados nos três anos anteriores.
Apesar dessa desaceleração, o volume trimestral se aproximou de 22,1 milhões de toneladas fazendo desta a melhor abertura de ano da história do setor, superando por uma margem de 15,7% o recorde que havia sido registrado no ano passado quando o país atingiu a inédita marca de 100 milhões de toneladas exportadas.
Colado à média
De um modo geral, as exportações estão seguindo de perto a curva média dos últimos anos. Tipicamente, os embarques crescem de forma bastante acelerada ao longo do primeiro trimestre até atingirem o pico entre os meses de abril e maio.
Nos últimos cinco anos, as exportações do primeiro trimestre representaram 21,4% do total exportado no ano. Se repetir esse número, o Brasil deverá exportar mais de 103 milhões de toneladas de soja este ano. O mercado não espera tanto, as estimativas mais recentes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) aponta para exportações de 97,8 milhões de toneladas. Com outros 54,5 milhões de toneladas sendo processadas no mercado interno que está recebendo um impulso extra do recente aumento da mistura de biodiesel.
O problema é que pouca gente acha que o país vá colher soja o bastante para que essa conta feche. A mais nova projeção da Conab aponta para uma colheita de 146,5 milhões de toneladas enquanto o IBGE espera uma produção de 149,9 milhões de toneladas. Entre setembro e outubro do ano passado, as projeções indicaram para uma produção superior a 160 milhões de toneladas – número que não se confirmou em função do clima pouco favorável em boa parte do país.
Esses números parecem sinalizar para uma desaceleração mais brusca do que o costumeiro nas exportações.
Ganhos
Em março, as exportações geraram US$ 5,4 bilhões para a economia brasileira. Em termos de valores, os negócios caíram cerca de 26,7% em relação ao ano anterior.
Além do volume embarcado ter ficado menor em relação ao mesmo mês, a soja brasileira também está sendo pior remunerada pelos compradores. Em março, a média cada tonelada do grão rendeu cerca de US$ 427,26 por tonelada – R$ 2.127,55 pela taxa de câmbio do mês passado.
Um ano antes, o preço em dólares da soja brasileira era de US$ 555,95.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com