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Negócio

Petróleo fecha em alta ante menor temor por chance de recessão


Valor Econômico - 28 jun 2022 - 09:12

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, com uma menor apreensão por uma chance de recessão americana e também global. Além de leituras afastando o cenário de retração econômica, hoje o indicador do Federal Reserve (Fed) de Atlanta sobre o Produto Interno Bruto (PIB) americano saiu de uma estimativa de estabilidade para um leve avanço no segundo trimestre deste ano, o que melhorou o humor do investidor sobre a demanda da commodity.

Além disso, novas sanções do G7 contra a Rússia devem apertar ainda mais o mercado de petróleo, o que dá base para o avanço dos contratos.

No fim das negociações desta segunda-feira, os preços dos contratos para agosto do Brent, a referência global, fecharam em alta de 1,74%, a US$ 115,09 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços dos contratos para o mesmo mês do WTI, a referência americana, subiram 1,81%, a US$ 109,57 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

No fim de semana, os países do G7 disseram que estão se movendo em direção a um acordo para expandir as sanções contra a Rússia, procurando um mecanismo para limitar o preço de compra do petróleo russo. Espera-se que os detalhes do teto do preço de compra de petróleo sejam finalizados antes da conclusão da cúpula na terça-feira.

Também nesta semana a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) deve se reunir para determinar a produção referente ao mês de agosto.

Enquanto decisões acerca da produção e das sanções contra a Rússia não determinam uma orientação para o investidor, projeções sobre a economia americana ajudam a desfazer o temor por uma recessão tão cedo. Segundo o indicador GDPNow, do Fed de Atlanta, a projeção divulgada nesta segunda é que o PIB americano suba 0,3% no segundo trimestre. Na projeção anterior, de 16 de junho, o medidor apontava para uma estabilidade.

Para o analista sênior da Price Futures, Phil Flynn, quaisquer ações do G-7 desenvolvidas pelo governo Biden para restringir ainda mais o petróleo e gás, darão suporte para mais altas nos preços. “Acreditamos que os preços do petróleo e da gasolina atingirão em breve um novo recorde histórico, porque parece que as chances de uma recessão profunda estão diminuindo muito rapidamente”, disse em nota.

Também nesta segunda, o JPMorgan, que havia alertado semana passada em seu relatório de projeções do meio do ano que a chance de uma recessão nos EUA havia crescido, interpretou seus números e ainda avaliou um cenário mais otimista para o planeta. “Embora a probabilidade de recessão tenha aumentado significativamente, não a vemos como um cenário base nos próximos 12 meses. De fato, vemos o crescimento global acelerando de 1,3% no primeiro semestre deste ano para 3,1% no segundo semestre”, disse o banco.

Arthur Cagliari e Roberta Costa – Valor Econômico