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Negócio

Petróleo desaba 14% após reabertura do Estreito de Ormuz


Veja - 08 abr 2026 - 09:06

Os preços do petróleo desabam nesta quarta-feira, 8, após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, indicar que seria “possível” a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz após recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no ultimato que havia dado ao país.

Por volta das 7h30, o petróleo Brent recuava 13,85%, a 94,14 dólares. O ministro iraniano disse que se os ataques contra o Irã forem interrompidos, as Forças Armadas de seu país cessarão suas operações defensivas. “Por um período de duas semanas, a passagem segura pelo Estreito de Ormuz será possível mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas”, escreveu Araghchi no X (antigo Twitter).

O movimento ocorreu menos de uma hora depois de Trump anunciar o adiamento do ultimato que havia dado ao Irã, que terminaria às 21 horas. Segundo o presidente americano, os EUA vão suspender os ataques ao país por duas semanas.

“Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais solicitaram que eu suspendesse o uso da força destrutiva que seria enviada esta noite ao Irã, e condicionado à concordância da República Islâmica do Irã com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Isso será um CESSAR-FOGO de mão dupla”, escreveu Trump na sua rede Truth Social.

“A razão para isso é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um acordo definitivo para uma PAZ de longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio. Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para negociação. Quase todos os diversos pontos de discórdia do passado já foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído”, seguiu o presidente.

“Em nome dos Estados Unidos da América, como presidente, e também representando os países do Oriente Médio, é uma honra ter esse problema de longa data próximo de uma resolução”, finalizou.

Bruno Andrade – Veja