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Negócio

Novo corte de oferta pode trazer disparada de 32% ao petróleo


Valor Econômico - 30 nov 2022 - 09:25

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, a Opep+, poderá implementar um corte na produção em sua próxima reunião a ser realizada no domingo (4) em Viena, na Áustria. Para o Goldman Sachs, as perspectivas de médio prazo para o petróleo em 2023 são “muito positivas” e o banco planeja “manter-se firme” com uma previsão de petróleo Brent de US$ 110 o barril para o próximo ano. Considerando os preços praticados hoje (29) para a principal referência internacional, na faixa dos US$ 83 hoje, o mercado enfrentaria um potencial de rali de 32%.

Segundo Jeff Currie, chefe global de commodities do Goldman Sachs, cita uma combinação de fatores que levou o banco a rebaixar suas previsões de preço do petróleo nos últimos meses. Em entrevista ao site americano CNBC, ele explicou que é altamente provável que os produtores de petróleo mais poderosos do mundo tomem novas medidas para conter uma queda nos preços e tentar equilibrar o mercado. Além disso, os temores de recessão, enfraquecendo a demanda por petróleo na China - devido aos novos bloqueios do covid-19 - também pesaram.

“A questão do covid-19 vale mais do que o corte da OPEP para o mês de novembro, vamos colocar em perspectiva. E o terceiro fator é que a Rússia está apenas empurrando barris no mercado antes do prazo de 5 de dezembro diante da proibição de exportação", explicou.

Currie disse que os produtores da Opep precisarão discutir se devem acomodar uma maior fraqueza na demanda na China. “Acho que há uma grande probabilidade de vermos um corte”, acrescentou.

Ele reconheceu, porém, que há “muita incerteza” pela frente.

Os preços do petróleo caíram nos últimos meses. Os contratos futuros de petróleo, que estavam em US$ 100 o barril no final de agosto, foram negociados a US$ 85,46 o barril na tarde de terça-feira em Londres, alta de 2,7% na sessão.

A OPEP+ concordou no início de outubro em reduzir a produção em 2 milhões de barris por dia a partir de novembro. Isso ocorreu apesar dos apelos dos EUA para que a OPEP+ explorasse mais para reduzir os preços dos combustíveis e ajudar a economia global.