Negócio

ANP prevê que produção de diesel dobrará até 2018


Valor Econômico - 15 fev 2013 - 09:23
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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) prevê que a produção brasileira de óleo diesel vai saltar de pouco mais de 40 milhões de m3, atualmente, para mais de 80 milhões de m3 em 2018. A expectativa da autarquia considera projetos de refino incluídos no plano de negócios 2012-2016 da Petrobras. Alguns desses empreendimentos, no entanto, ainda estão em avaliação pela estatal.

No boletim "Evolução do mercado de combustíveis e derivados: 2000-2012", divulgado ontem, a agência considerou que a primeira fase da refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, entrará em operação no fim de 2014. Já a segunda etapa dará a partida em maio de 2015, agregando no total 230 mil barris/dia à capacidade de processamento do parque de refino nacional.

A ANP também considerou o início de operação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em abril de 2015 (primeira fase), com 165 mil barris/dia. A segunda etapa do empreendimento não foi incluída na projeção, porque a sua viabilidade financeira ainda está em avaliação pela Petrobras.

As refinarias Premium I (Maranhão) e Premium II (Ceará) estão previstas para iniciar a operação em 2017 (primeira etapa). A segunda fase das duas refinarias é estimada para 2018. Cada fase de processamento terá capacidade de 150 mil barris/dia. Os dois empreendimentos, porém, também estão sendo reavaliados.

Segundo a agência, a produção nacional de nafta petroquímica também deverá crescer do patamar atual, abaixo de 10 milhões de m3/ano, para cerca de 20 milhões de m3 em 2018. Derivados como GLP e QAV terão um leve aumento de produção nos próximos dez anos. Já a produção de gasolina C deverá se manter no patamar atual, entre 20 milhões e 30 milhões de m3.

A autarquia também listou os pontos críticos para a evolução do mercado de combustíveis e derivados no Brasil. Segundo a agência, há um gargalo "relevante" na capacidade dos terminais, "especialmente devido ao aumento do volume de importação de diesel e gasolina, que passaram a competir por espaço".

A ANP também citou "complicações adicionais" para a logística de abastecimento do diesel S10 (com dez partes por milhão de enxofre) no mercado e condicionou um alívio na importação de gasolina a uma recuperação da produção de etanol no país.

Rodrigo Polito – Valor Econômico