Antiga refinara de petróleo em La Mède foi convertida para a produção de biocombustíveis
A petroleira francesa Total está prestes completar o processo e conversão de sua antiga refinaria de petróleo em La Mède, sul da França, para a produção de biocombustíveis e bioprodutos. Segundo informações atribuídas pela agência de notícias Reuters ao presidente da companhia, Patrick Pouyanné, o começo da produção comercial de diesel renovável na planta está prevista para meados de junho.
A petroleira francesa Total está prestes completar o processo e conversão de sua antiga refinaria de petróleo em La Mède, sul da França, para a produção de biocombustíveis e bioprodutos. Segundo informações atribuídas pela agência de notícias Reuters ao presidente da companhia, Patrick Pouyanné, o começo da produção comercial de diesel renovável na planta está prevista para meados de junho.
A planta tem capacidade para fabricar até 500 mil toneladas de diesel renovável por ano. A produção será entre 70% e 60% a partir de óleos vegetais e 30% a 40% de óleos e gorduras reaproveitados (OGRs) especialmente gorduras animas.
O projeto para transformar a antiga refinaria que seria desativada no final de 2016 numa biorrefinaria ao custo de € 200 milhões foi anunciado há cerca de quatro anos como uma resposta à redução do consumo de derivados de petróleo no mercado europeu.
Inicialmente, a meta era que a produção de biocombustíveis fosse iniciada em meados de 2017, mas a companhia só conseguiu as licenças necessárias do governo francês em maio de 2018 e, depois de vários atrasos, só completou a construção agora.
Controvérsia
O projeto foi cercado por controvérsias graças aos planos da petroleira de abastecer a usinas principalmente com óleo de palma importado. A decisão desagradou agricultores e ambientalistas franceses que acusaram a companhia de financiar o desmatamento de florestas tropicais no sudeste asiático.
Sindicatos de agricultores chegaram a organizar protestos e piquetes contra a empresa.
Para tentar apaziguar as críticas, a Total garantiu que o óleo de palma representará menos da metade da matéria-prima total com a maior parte dos óleos e gorduras consumidos originados a partir do mercado local e, também, que observaria políticas estritas de sustentabilidade e certificação em sua cadeia de suprimento.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com