Projeto desenvolvido no Instituto de Química da Unesp prevê prospecção de biomassas e catalisadores para viabilizar a produção industrial de diesel verde no Brasil
Embora venha crescendo em outros mercados, o diesel verde ainda é uma novidade no Brasil. Isso deve mudar nos próximos anos. Previsto pela Lei do Combustível do Futuro, o Programa Nacional de Diesel Verde (PNDV) determina que até 3% do óleo diesel comercializado no Brasil seja composto por esse novo biocombustível. Para criar condições para a implementação dessa medida, um grupo de pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) vem desenvolvendo pesquisas para criar uma plataforma tecnológica nacional para sua produção.
O trabalho iniciado no ano passado conta com financiamento no valor de R$ 5 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O projeto tem duração de 5 anos.
Diferente do biodiesel convencional, o diesel verde é fabricado reagindo óleos e gorduras de origem orgânica com hidrogênio sob alta pressão e temperatura. O processo remove o oxigênio das moléculas de biomassa, resultando em hidrocarbonetos quimicamente similares aos do diesel de petróleo. Isso permite que o diesel verde possa ser usado em qualquer proporção – até puro – nos motores diesel atuais.
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