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Parte dos 200 voos com bioQAV da GOL ficaram para depois da Copa

GOLCopa 040814A GOL não conseguiu completar o projeto que previa a realização de 200 voos abastecidos com bioquerosene durante a Copa do Mundo.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
Em meados de junho, a GOL anunciou um projeto dos mais ousados realizado por uma companhia aérea na área dos biocombustíveis: para aproveitar a visibilidade gerada pela Copa do Mundo, a GOL realizaria 200 voos abastecidos com uma mistura entre querosene de aviação convencional e bioquerosene (bioQAV). Não deu.

A Copa foi encerrada no dia 13 de julho, sem que a GOL concluísse a meta.

GOLCopa 040814Em meados de junho, a GOL anunciou um projeto dos mais ousados realizado por uma companhia aérea na área dos biocombustíveis: para aproveitar a visibilidade gerada pela Copa do Mundo, a GOL realizaria 200 voos abastecidos com uma mistura entre querosene de aviação convencional e bioquerosene (bioQAV). Não deu. A Copa foi encerrada no dia 13 de julho, sem que a GOL concluísse a meta.

De acordo com o diretor de operações técnicas da companhia aérea, Pedro Scorza, o 200º voo foi realizado somente na semana passada – na quarta-feira (30) – mais de duas semana depois de encerrado o mundial. 

Segundo o entrevistado, a intenção era aproveitar as atenções atraídas em função do evento para sensibilizar sociedade, governantes e os parceiros da companhia sobre o uso de bioquerosene na aviação comercial. “A gente falou na Copa porque tem todo um envolvimento, serve como motivo de alerta. A seleção Brasileira voou com bioquerosene. A gente tentou alavancar a visibilidade disso”, justifica.

Embora o cronograma tenha atrasado, a companhia também vai realizar mais voos do que o previsto inicialmente. “E vamos seguir voando. A gente tem mais bioquerosene e devemos passar da marca dos 200”, informa Scorza que estima que serão necessários outros 30 voos para finalizar os 2,3 milhões de litros de bioquerosene adquiridos pela GOL para esse projeto. 

Lastro
A iniciativa também tem como propósito a criação de um lastro para a realização de futuros voos regulares com biocombustível pela empresa. “A gente testou uma estrutura piloto para planejar uma operação regular, perene com bioquerosene daqui para frente”, expõe Scorza.

Como a iniciativa ainda está em andamento, não é possível falar sobre resultados concretos. Mas a expectativa da Gol é que o uso do biocombustível em suas aeronaves tenha gerado uma redução de aproximadamente 218 toneladas de gás carbônico nas emissões durante todo o período de testes. 

Teor
Fabricado pela norte-americana Honeywell, o bioquerosene utilizado é produzido à base de óleo de milho não comestível e óleos e gorduras residuais (OGRs) processados por meio da técnica de hidrocraqueamento, foi usado a uma proporção de 4% ao querosene de aviação convencional.

Mas, segundo o diretor da Gol, a mistura poderia chegar a um teor de até 50%. A companhia aérea optou pelo percentual de 4% para conseguir realizar um número maior de voos e, assim, dar mais potencial à campanha de sensibilizar do uso do bioquerosene durante a Copa.

 “O bioquerosene está aí, ele é tecnicamente viável. A gente só tem que remover a última barreira, que é a viabilização financeira. Ele ainda tem um custo bastante elevado, muito acima dos patamares do querosene convencional. Mas a gente acredita que a mesma caminhada que o etanol e o biodiesel fizeram no Brasil — hoje o biodiesel está mais barato que o diesel importado —, a gente, com uma curva de aprendizado, vai chegar ao mesmo patamar com o bioquerosene”, acredita Scorza. 

Internacional
No mesmo dia em que a GOL realizaria seu 200º voo com bioQAV em território nacional, ela também realizou seu primeiro voo internacional com biocombustível.

O voo saiu de Orlando (EUA) e foi até Guarulhos (SP) e foi abastecido com uma mistura de 10% de bioQAV fabricado pela Amyris a partir de cana-de-açúcar

Cátia Franco – BIodieselBR.com
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