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Marinha dos EUA testa biocombustível puro em caças

Na semana passada, a Marinha dos Estados Unidos realizou seus primeiros voos abastecidos exclusivamente com biocombustíveis num avião de caça.
BiodieselBR.com 2 min de leitura

Vistos com certa dose de desconfiança até alguns anos atrás, os biocombustíveis vêm conquistando espaço em aplicações onde performance e confiabilidade são cruciais. Na semana passada, por exemplo, a Marinha dos Estados Unidos realizou seus primeiros voos abastecidos exclusivamente com biocombustíveis num avião de caça.

Vistos com certa dose de desconfiança até alguns anos atrás, os biocombustíveis vêm conquistando espaço em aplicações onde performance e confiabilidade são cruciais. Na semana passada, por exemplo, a Marinha dos Estados Unidos realizou seus primeiros voos abastecidos exclusivamente com biocombustíveis num avião de caça.

Para o teste foi usado uma aeronave EA-18G de fabricação da Boeing. O modelo é usado pela marinha norte-americana principalmente em missões de guerra eletrônica que têm como alvos sistemas de radar e de comunicações em território inimigo.

Os testes foram realizados a partir da Estação Aérea Naval do Rio Patuxent no estado norte-americano de Maryland. Segundo os técnicos envolvidos na telemetria da aeronave, a performance não apresentou qualquer diferença em relação ao que seria esperado caso ela fosse abastecida com querosene de aviação de origem fóssil.

“Da decolagem à aterrisagem, eu não senti qualquer diferença”, disse o temente comandante Bradley Faifax que foi o piloto do voo.

Esquadra Verde

A Marinha dos Estados Unidos já vem investindo no uso de biocombustíveis há alguns anos. No começo deste ano, foi lançado o projeto Grande Esquadra Verde (Great Green Fleat) centralizado na frota liderada pelo porta-aviões John C. Stennis que, em julho, participou da 25ª edição do Exercício do Círculo do Pacífico – maior exercício naval internacional do mundo.

Hoje, os navios e aeronaves da marinha são certificados para usarem formulações com até 50% de biocombustíveis.

A meta é que até 2020, a Marinha dos Estados Unidos tenha capacidade de suprir pelo menos metade de sua demanda de energia a partir de fontes não convencionais. A estratégia por trás desse movimento é garantir mais flexibilidade operacional e reduzir a dependência das forças armadas norte-americanas em relação à combustíveis fósseis importados.

“Esse é nosso novo normal”, disse o secretário assistente para energia da Marinha, Dennis MacGinn. “Vamos abastecer nossos navios com misturas de biocombustíveis na forma de diesel naval. E vamos abastecer nossos helicópteros e aviões [com biocombustíveis]”, declarou numa entrevista recente.

Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com

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