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[Conferência 2011] A América do Sul como expoente na produção de biodiesel


BiodieselBR.com - 31 out 2011 - 21:00 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:18

Uma das maiores empresas químicas do planeta, a alemã Basf esteve presente à Conferência BiodieselBR 2011 para compartilhar com os participantes do evento um pouco de sua visão sobre as oportunidades que a empresa vê na expansão do mercado sul-americano de biodiesel. A palestra “Visão estratégica do biodiesel para a América do Sul” foi apresentada por Fabrício Soto, gerente de marketing da companhia.

De acordo com o executivo, o programa de biodiesel na América do Sul é um sucesso e a Basf prevê que a produção somada do Brasil e da Argentina deve chegar a 5,6 bilhões de litros de biodiesel este ano, frente a uma produção de 600 milhões de litros em 2007. “Saímos de uma base super pequena para nos colocarmos entre os maiores players do mundo. O sucesso não foi só local, mas global”, prosseguiu, informando que a Argentina deverá se tornar a maior produtora global de biodiesel em 2011, com o Brasil em segundo ou terceiro lugar.

Segundo Soto, o cenário mais conservador com o qual a Basf tem trabalhado projeta a produção brasileira e argentina em 2020 na casa dos 10 bilhões de litros – o cenário mais otimista está em 20 bilhões de litros. Os países sul-americanos têm se mostrado muito competitivos na produção de biodiesel e óleo vegetal, com o Brasil entre os únicos países do planeta que pode aumentar a produção de biodiesel sem que concorra com o uso de terras agrícolas para a produção de alimentos.

Um sinal de que a Basf confia no potencial desse mercado está no investimento que a companhia realizou em seu complexo químico localizado em Guaratinguetá (SP) para a produção de metilato de sódio – substância usada como catalisador para a produção de biodiesel. A unidade produtiva está prestes a entrar em operação comercial.

A fábrica vai produzir até 60 mil toneladas por ano usando uma tecnologia desenvolvida na Alemanha e poderá ter sua capacidade produtiva expandida caso a demanda cresça. De acordo com o palestrante, a unidade terá um impacto positivo nas contas externas do Brasil de US$ 70 milhões por ano. “Essa planta atenderá um mercado que já é um sucesso e vai ser um sucesso ainda maior no futuro”, completa

Embora não diga abertamente que o preço do metilato vá baixar quando a unidade de metilato entrar em operação, o gerente adianta que “a competitividade maior dessa planta vai ser dividida com os clientes estratégicos”. Com ou sem preços mais baixos, ele garante que todos os produtores de biodiesel do país serão beneficiados pela capacidade da nova fábrica de atender prontamente os pedidos do mercado.

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Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com

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