Selo ecológico e social é a linha que a União Européia está trabalhando para formulação de uma nova proposta para a utilização de biodiesel. Essa proposta deverá ficar pronta até o final do ano e exigirá padrões mínimos de sustentabilidade para os biocombustíveis que serão produzidos ou importados para o bloco.
Isto obrigará o produtor de biomassa energética a se enquadrar em normas de sustentabilidade ecológica, fazer o menor uso possível de fertilizantes e defensivos químicos, respeitar leis trabalhistas, preservar matas ciliares e florestas e todo o mais necessário para ser ecológica e socialmente corretos.
Não cabe aqui discutir ou levantar dúvidas sobre se essa nova regulamentação do bloco visa apenas proteger seus produtores e produtos, impondo barreiras comerciais disfarçadas de ecológicas, mas sim colocar em debate os problemas que poderemos enfrentar quando tivermos biodiesel para exportação. Antecipar problemas e corrigi-los hoje é o mínimo que podemos fazer para que não tenhamos problemas com futuras exportações.
Produzir óleos vegetais a qualquer custo, cumprindo apenas a legislação brasileira provavelmente não credenciará nosso biodiesel para entrar no bloco europeu. Daqui para frente o Brasil deverá olhar também a legislação interna de países ou blocos comerciais, suas exigências ambientais e sociais para certificar produtos e liberar o acesso a seu mercado.
A recompensa pela preocupação com o ambiental e social virá. Consumidores europeus de maior poder aquisitivo estão dispostos a pagar mais por produtos ecologicamente corretos e socialmente justos. Prova disso é o que uma entidade e uma empresa da Suíça estão propondo a um grupo de produtores rurais de Capanema no Paraná. Pagam R$ 0,50 a mais por litro de biodiesel produzido seguindo o conceito de ecologicamente correto. A intenção da empresa Suíça é importar até 1,5 milhão de litros por ano. O litro desse biodiesel será vendido pela rede de postos da empresa Suíça por U$ 1,96 - 60 centavos mais caro que o diesel normal.
A opção do Babaçu [10.set.07]
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Isto obrigará o produtor de biomassa energética a se enquadrar em normas de sustentabilidade ecológica, fazer o menor uso possível de fertilizantes e defensivos químicos, respeitar leis trabalhistas, preservar matas ciliares e florestas e todo o mais necessário para ser ecológica e socialmente corretos.
Não cabe aqui discutir ou levantar dúvidas sobre se essa nova regulamentação do bloco visa apenas proteger seus produtores e produtos, impondo barreiras comerciais disfarçadas de ecológicas, mas sim colocar em debate os problemas que poderemos enfrentar quando tivermos biodiesel para exportação. Antecipar problemas e corrigi-los hoje é o mínimo que podemos fazer para que não tenhamos problemas com futuras exportações.
Produzir óleos vegetais a qualquer custo, cumprindo apenas a legislação brasileira provavelmente não credenciará nosso biodiesel para entrar no bloco europeu. Daqui para frente o Brasil deverá olhar também a legislação interna de países ou blocos comerciais, suas exigências ambientais e sociais para certificar produtos e liberar o acesso a seu mercado.
A recompensa pela preocupação com o ambiental e social virá. Consumidores europeus de maior poder aquisitivo estão dispostos a pagar mais por produtos ecologicamente corretos e socialmente justos. Prova disso é o que uma entidade e uma empresa da Suíça estão propondo a um grupo de produtores rurais de Capanema no Paraná. Pagam R$ 0,50 a mais por litro de biodiesel produzido seguindo o conceito de ecologicamente correto. A intenção da empresa Suíça é importar até 1,5 milhão de litros por ano. O litro desse biodiesel será vendido pela rede de postos da empresa Suíça por U$ 1,96 - 60 centavos mais caro que o diesel normal.
A análise desta semana continua nas páginas:
O futuro do pinhão manso em xeque [10.set.07]A opção do Babaçu [10.set.07]
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