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Sob nova direção

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Evandro Gussi substitui Jerônimo Goergen na presidência da Frente Parlamentar do Biodiesel
Revista BiodieselBR 4 min de leitura
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Evandro Gussi substitui Jerônimo Goergen na presidência da Frente Parlamentar do Biodiesel

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Evandro Gussi substitui Jerônimo Goergen na presidência da Frente Parlamentar do Biodiesel

Cátia Franco, de São Paulo

Depois de quatro anos encabeçando a Frente Parlamentar do Biodiesel (Frentebio), o deputado federal Jerônimo Goergen (PP/RS) passou o bastão. Quem assume em seu lugar é o deputado Evandro Gussi (PV/SP), que cumpre seu primeiro mandato na Câmara Federal.

A transição foi um tanto inesperada, uma vez que no início deste ano Goergen havia adiantado para BiodieselBR que a tendência natural seria ele continuar no comando do grupo parlamentar que ele havia ajudado a fundar e que liderou durante toda a legislatura. Entretanto, esses planos acabaram atropelados quando o nome do deputado surgiu durante as investigações da Operação Lava a Jato, da Polícia Federal, como um dos supostos beneficiados de um esquema de corrupção da Petrobras.

Segundo relatório pautado nas investigações feitas pela PF e entregue para apreciação do Supremo Tribunal Federal (STF) em março último, o deputado faria parte de um grupo de 25 parlamentares do Partido Progressista que teria recebido pagamentos mensais entre R$ 30 mil e R$ 150 mil provenientes de desvios de recursos da petrolífera. O relatório é baseado no depoimento do doleiro Alberto Yousseff.

Goergen afirma inocência, mas admite que as acusações complicariam sua atuação. “Estou muito envolvido em provar minha inocência, por isso estou tentando não assumir muitas atribuições além das que já tenho normalmente com meu mandato”, justificou.

Também integra a lista o vice-presidente da FrenteBio, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que, de acordo com Youssef, teria sido contemplado com R$ 500 mil, destinados a financiar sua campanha ao Senado em 2010.

Ativo

Embora tenha abdicado de continuar à frente da iniciativa que ajudou a consolidar, Goergen permanecerá atuante. O parlamentar integrará a comissão executiva da frente, ocupando o cargo de 3º vice-presidente. O senador Valdir Raupp (PMDB/RO) teve seu nome novamente confirmado para a 1ª vice-presidência.

Segundo Evandro Gussi, o convite para que assumisse a liderança da frente surgiu naturalmente. “Veio de conversas que tive com os parlamentares que compuseram a frente”, revelou o parlamentar.

Gussi atribui a proposição de seu nome à afinidade pessoal que possui com o tema dos biocombustíveis. Na qualidade de professor de direito ambiental, ele diz que vinha acompanhando a evolução deste setor há algum tempo. “Posso dizer que eu já tinha tido algum contato com o setor de biodiesel. Essa é até uma das razões pelas quais eu aceitei essa incumbência”, comentou na ocasião da divulgação de seu nome para a presidência da frente.

Propostas

Gussi afirma que, nesse recomeço dos trabalhos da frente, a prioridade será o avanço da mistura, especialmente por meio de projetos de substituição voluntária do diesel fóssil por biodiesel. “Temos que estimular o processo de substituição como o que aconteceu em Curitiba, quando o então prefeito e hoje deputado Luciano Ducci implantou uma frota movida a B100”, defendeu.

O deputado revelou também que apresentou a Medida Provisória 663/2014, que poderá garantir ao setor de biocombustíveis – etanol e biodiesel – acesso aos financiamentos do BNDES em condições de igualdade com o setor de combustíveis fósseis.

O novo presidente mencionou ainda que será dispensado tratamento igualitário às três entidades representativas do setor de biodiesel – Abiove, Aprobio e Ubrabio. “A frente é suprapartidária. Não priorizar qualquer entidade, mas o setor como um todo”, destacou.

O reconhecimento formal da existência da FrenteBio pelo Congresso Nacional era previsto para ocorrer no final de abril. De acordo com o novo presidente da frente, a iniciativa já dispunha do número de assinaturas de parlamentares além do necessário (170) para essa outorga.
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