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Desde 2013, em um determinado período do ano, a ABIOVE se empenha na aplicação de questionários de satisfação junto à agricultura familiar que compõe o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). Busca-se com isso um melhor entendimento sobre as demandas desses agricultores, bem como o aprimoramento do relacionamento entre usinas e fornecedores de matérias-primas.
Para que se tenha uma visão em perspectiva desse relacionamento, eis alguns resultados ora observados.
Quando perguntados sobre o domínio dos técnicos que visitam as propriedades e sobre a transmissão de conhecimento destes aos agricultores, 98% dos entrevistados classificaram os itens com desempenho ‘ótimo’ ou ‘bom’. De fato, as técnicas e práticas disseminadas poderão ser aplicadas não somente na safra em questão, mas sim por um período muito maior de tempo. Trata-se de um ativo de longo prazo, que se manterá permanentemente à disposição do agricultor e de seus sucessores na atividade.
Cerca de 85% dos entrevistados classificaram como ‘ótimo’ ou ‘bom’ o impacto do PNPB sobre as rendas de sua família e de sua propriedade. Algumas estimativas apontam que, num setor de baixas margens de lucro, os rendimentos dos agricultores familiares vinculados ao biodiesel podem se elevar em 5%.
92% dos entrevistados julgam que houve melhoria de seu relacionamento com as cooperativas ou associações de classe de sua região de atuação: com isso, geram-se sinergias e relações de negócio outrora inertes.
Por fim, 78% dos entrevistados acreditam que o PNPB foi responsável, ao menos em parte, por ganhos de produtividade agrícola obtidos nos últimos anos; 83% julgam que o biodiesel ajuda a manter o agricultor familiar no campo, evitando o êxodo rural; 99% responderam ‘sim’ quando perguntados se o PNPB seria uma iniciativa positiva para sua família, mesmo percentual que acredita que o programa deve ser ampliado.
Independentemente das divergências regionais (foram obtidas mais de 1.250 respostas em oito estados), os dados revelam um nível alto de satisfação da agricultura familiar para com o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). Cabe aos agentes envolvidos – representantes da indústria, dos agricultores familiares e do governo – buscar as melhores formas de manter tais patamares e, eventualmente, melhorá-los.
É com esse espírito que a ABIOVE congratula o início dos trabalhos da Câmara Técnica de Avaliação e Acompanhamento do Selo Combustível Social, no âmbito do Ministério do Desenvolvimento Agrário, cuja primeira reunião se dá no mês de maio de 2015. Trata-se de uma iniciativa de suma importância para que sejam ainda melhores os níveis de satisfação das mais de 85 mil famílias de pequenos agricultores vinculadas ao PNPB, número que tende a crescer e se fortalecer com o incremento da demanda por biodiesel no país.
É tempo de dialogar, é tempo de planejar, é tempo de crescer. Juntos!
*Leonardo Botelho Zilio é assessor econômico da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais – Abiove
Para que se tenha uma visão em perspectiva desse relacionamento, eis alguns resultados ora observados.
Quando perguntados sobre o domínio dos técnicos que visitam as propriedades e sobre a transmissão de conhecimento destes aos agricultores, 98% dos entrevistados classificaram os itens com desempenho ‘ótimo’ ou ‘bom’. De fato, as técnicas e práticas disseminadas poderão ser aplicadas não somente na safra em questão, mas sim por um período muito maior de tempo. Trata-se de um ativo de longo prazo, que se manterá permanentemente à disposição do agricultor e de seus sucessores na atividade.
Cerca de 85% dos entrevistados classificaram como ‘ótimo’ ou ‘bom’ o impacto do PNPB sobre as rendas de sua família e de sua propriedade. Algumas estimativas apontam que, num setor de baixas margens de lucro, os rendimentos dos agricultores familiares vinculados ao biodiesel podem se elevar em 5%.
92% dos entrevistados julgam que houve melhoria de seu relacionamento com as cooperativas ou associações de classe de sua região de atuação: com isso, geram-se sinergias e relações de negócio outrora inertes.
Por fim, 78% dos entrevistados acreditam que o PNPB foi responsável, ao menos em parte, por ganhos de produtividade agrícola obtidos nos últimos anos; 83% julgam que o biodiesel ajuda a manter o agricultor familiar no campo, evitando o êxodo rural; 99% responderam ‘sim’ quando perguntados se o PNPB seria uma iniciativa positiva para sua família, mesmo percentual que acredita que o programa deve ser ampliado.
Independentemente das divergências regionais (foram obtidas mais de 1.250 respostas em oito estados), os dados revelam um nível alto de satisfação da agricultura familiar para com o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). Cabe aos agentes envolvidos – representantes da indústria, dos agricultores familiares e do governo – buscar as melhores formas de manter tais patamares e, eventualmente, melhorá-los.
É com esse espírito que a ABIOVE congratula o início dos trabalhos da Câmara Técnica de Avaliação e Acompanhamento do Selo Combustível Social, no âmbito do Ministério do Desenvolvimento Agrário, cuja primeira reunião se dá no mês de maio de 2015. Trata-se de uma iniciativa de suma importância para que sejam ainda melhores os níveis de satisfação das mais de 85 mil famílias de pequenos agricultores vinculadas ao PNPB, número que tende a crescer e se fortalecer com o incremento da demanda por biodiesel no país.
É tempo de dialogar, é tempo de planejar, é tempo de crescer. Juntos!
*Leonardo Botelho Zilio é assessor econômico da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais – Abiove
